Vaivém: Menos de 10% dos abates de gado não são fiscalizados

O percentual de gado abatido sem fiscalização sanitária é bem menor do que se estima no mercado.

Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) cruzaram dados de oferta e de demanda e concluíram que de 7,4% a 8,9% dos animais abatidos não passaram por fiscalizações federal, estadual ou municipal.

Esse percentual é inferior aos 25% aceitos pelo mercado. Algumas estimativas vão bem além desse percentual.

Os pesquisadores do Cepea acreditam que há uma redução nos abates não fiscalizados devido ao fortalecimento do aparato legal sanitário, à busca da qualidade da carne, a um salto tecnológico das indústrias e à internacionalização do setor brasileiro de carne.

Edson Silva – 6.mai.2013/Folhapress

Plantação de café em Altinópolis, interior de São Paulo

Plantação de café em Altinópolis, interior de São Paulo

Os pesquisadores não usaram a expressão "abate clandestino" porque ela pode gerar interpretações não cobertas pela pesquisa, como fiscalização tributária.

Do lado da oferta, a pesquisa mostrou que os abates não fiscalizados ficaram entre 7,4% e 8,9% do total abatido em 2012. Do lado da demanda por carne, a pesquisa indicou que 7,6% dos animais abatidos não passaram por fiscalizações sanitárias.

A pesquisa pelo lado da oferta coletou dados em 13 Estados e no Distrito Federal. A região Norte tem o maior percentual de abate não fiscalizado, somando 11,2%; a Sul tem o menor: 5,2%.

A região Sudeste tem os dois extremos. Entre os Estados pesquisados, Minas Gerais assume a liderança, com 15,2% dos abates não passando por fiscalizações.

Na outra ponta, o Cepea constatou que o Espírito Santo é o Estado que tem o menor percentual de abate não fiscalizado, ao somar apenas 4,1% do total abatido.

Mato Grosso, Estado que tem o maior rebanho do país, tem 5,6% de abates sem fiscalização sanitária, em relação ao total abatido.

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Estiagem no Brasil eleva preço do café

O café voltou a subir forte nesta terça-feira (2) na Bolsa de commodities de Nova York. O primeiro contrato foi a US$ 2,04 por libra-peso, 4,4% mais no dia.

A recuperação do café nos últimos meses faz com que os preços atuais do produto superem em 81% os de igual período de 2013 na Bolsa. A alta desta semana ocorre devido a preocupações com a estiagem durante a floração do café nas lavouras brasileiras.

O clima seco poderia influenciar a produção brasileira, diminuindo a oferta mundial, uma vez que o país é o maior produtor de café.

A alta externa de preços reforça a balança comercial brasileira. As exportações de café já renderam US$ 3,6 bilhões neste ano, 20% mais do que de janeiro a agosto de 2013, segundo a Secex.

As negociações médias do mês passado foram feitas a US$ 189,90 por saca, ante US$ 149,30 em agosto de 2013.

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Preocupação A safra de grãos dos Estados Unidos deve ser boa. Pelo menos nas estimativas. Mas o desempenho das lavouras ainda preocupa os produtores norte-americanos.

Milho O acompanhamento de safra do Usda (Departamento de Agricultura) desta terça-feira (2) indicou que apenas 8% do milho do país entrou na fase de maturação. A média das últimas cinco safras é de 16%.

Atrasada Esse baixo patamar de maturação indica o quanto a safra está atrasada devido ao clima frio registrado no país. Quanto mais atrasar a maturação do milho, maior o perigo da influência de geada, prevista para este mês.

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Soja

Chuva preocupa e provoca elevação dos preços

A chuva nos Estados Unidos preocupa os sojicultores e o mercado. O resultado foi uma alta nos preços desta terça (2) para US$ 10,97 por bushel (27,2 quilos) no primeiro contrato. A chuva retarda o desenvolvimento da planta e da colheita, segundo Daniele Siqueira, da AgRural.

Fonte: Folha

03/09/2014 02h00