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Vaivém: JBS passa a pagar a pecuaristas só a prazo, e frigorífico menor ganha força

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Gado em confinamento em fazenda em MT

Gado em confinamento em fazenda em MT

24/05/2017 02h00

 

A JBS mudou o modelo de comercialização na compra de gado.

A empresa comunicou aos pecuaristas de algumas regiões que não está mais fazendo pagamentos à vista pelo gado adquirido, mas apenas a prazo.

O produtor tinha a opção de vender a prazo ou à vista, mas, agora, só terá a primeira opção em regiões onde existem apenas unidades frigoríficas da JBS.

A comercialização de gado, quando feita a prazo, tem o pagamento em 30 dias.

A mudança de atitude da empresa vai levar mais pecuaristas para os pequenos e médios frigoríficos. E essa tendência deve ser intensificada se a Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) conseguir ser atendida pelo governo do Estado em duas reivindicações dos pecuaristas.

Em uma delas, a Acrimat quer que o governo de Mato Grosso, principal produtor de carne bovina do país, adira ao Sisbi (Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Animal).

O órgão padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

Luciano Vacari, diretor-executivo da Acrimat, diz que, com isso, as carnes com inspeções municipal, estadual ou federal poderiam ser comercializadas no país todo.

O objetivo dessa equiparação é elevar o padrão das inspeções municipais e estaduais às da esfera federal. Essa equiparação dos serviços nas três esferas abriria mais espaço para os pequenos e médios frigoríficos, acrescenta. “É um fortalecimento da comercialização regional.”

Outro pedido da Acrimat para o governo é a isenção de ICMS (hoje em 7%) para a transferência de gado em pé do Estado para outras unidades da Federação.

O fim da taxa eliminaria as dificuldades de comercialização que muitas regiões têm atualmente.

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Açúcar – O contrato de julho foi negociado a 15,87 centavos de dólar por libra-peso nesta terça-feira na Bolsa de commodities de Nova York, 3,88% menos do que no dia anterior.

China – A queda se deve à elevação da taxa de importação do produto pela China. Os chineses são um dos principais mercados importadores do produto, enquanto o Brasil é o maior exportador.

Soja – O ritmo bom do plantio nos Estados Unidos e a realização de lucros por parte de muitos investidores na Bolsa de Chicago empurraram os preços da soja para baixo.

Quanto cai – O primeiro contrato no mercado futuro foi negociado a US$ 9,48, com recuo de 1%. A queda em uma semana foi de 3%.

 

Fonte: Folha

Vaivém das Commodities

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Mauro Zafalon – 10.jul.15/Folhapress