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Vaivém: Exportação de carnes se recupera em outubro, com alta de volume e receitas

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Após queda em setembro, o volume de exportações das carnes se recuperou no mês passado. O maior ritmo ficou com as vendas externas de carne bovina, que cresceram 25% no período.

As empresas exportadoras colocaram 113 mil toneladas de carne bovina "in natura" no mercado externo em outubro, aponta a Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Já as exportações de carne suína -a de menor volume entre as carnes exportadas pelo país- subiram para 44 mil toneladas, 21% mais do que no mês anterior.

A liderança das vendas continuou com a carne de frango no mês passado. O volume exportado, no entanto, ficou estável em relação a setembro. Saíram pela fronteira brasileira 330 mil toneladas de carne de frango "in natura", segundo a Secex.

Em relação a outubro do ano passado, no entanto, as exportações de carne de frango aumentaram 3%, enquanto as bovina e suína caíram 4% e 3%, respectivamente.

O setor foi beneficiado ainda pelos preços externos, cujos valores mantêm tendência de alta. O valor médio da tonelada de carne bovina atingiu US$ 5.000 no mês passado, com alta de 2% no mês e de 10% em relação a outubro de 2013.

Com isso, o aumento de volume e de preços permitiu à indústria de carnes obter receitas de US$ 1,4 bilhão no mês passado, 17% mais do que em setembro.

A liderança foi da carne de frango, que somou US$ 642 milhões, seguida da bovina, cujas receitas atingiram US$ 567 milhões no mês passado, conforme dados da Secex.

Essa boa evolução da demanda e dos preços externos provocou alta nos preços internos do produto.

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Maçã A Polônia, líder mundial em exportações, deverá produzir o recorde de 3,5 milhões de toneladas da fruta em 2014/15. O problema é que a Rússia, devido ao embargo aos países europeus, deixará de comprar 700 mil toneladas do país.

Afeta o Brasil Demanda e preços baixos farão com que boa parte dessa fruta vá para a produção de suco, cujos estoques já estão elevados. O suco de maçã compete diretamente com o suco de laranja brasileiro, que já sofre com a menor demanda no mercado externo.

O melhor A alta de 43% no preço médio do café no mês passado, ante igual período de 2013, permitiu ao país obter receitas de US$ 644 milhões. Esse valor supera em 52% o de há um ano.

O pior Já as exportações de etanol recuaram para 101 milhões de litros no mês passado, 70% menos do que os 336 milhões de outubro de 2013. As receitas, ao somarem US$ 61 milhões, também recuaram 70%, segundo a Secex.

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Vendas de tratores recuam 15% de janeiro a outubro

As incertezas com relação aos preços das commodities fizeram o produtor brasileiro pisar no freio nas compras de novo maquinário.

Apesar da boa safra de grãos do país, as compras de colheitadeiras ficaram em 734 unidades em outubro, repetindo o número de igual mês do ano passado.

No acumulado de janeiro a outubro, as vendas das indústrias para as concessionários recuaram para 5.098 unidades, 20% menos do que em igual período de 2013.

Conforme informações do mercado, as vendas de tratores também caem. Recuaram para 5.457 unidades no mês passado e para 48,4 mil unidades de janeiro a outubro. A queda é de 8% no mês e de 15% no acumulado do ano, respectivamente.

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MINÉRIO DE FERRO

Preço cai 40% em um ano, aponta a Secex

A tonelada de minério de ferro recuou para US$ 59,5 em outubro, segundo dados da Secex. Essa desvalorização, devido a uma demanda menor da China, indica uma redução de 40% nos preços médios do mês passado, em relação aos praticados há um ano.

Fonte: Folha

04/11/2014 02h00