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Vaivém – Etanol ajuda a reduzir importação de petróleo e alivia Petrobras

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Os gastos totais da Petrobras com importações caíram para US$ 12 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, 48% menos do que em igual período do ano passado, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Queda nos preços do petróleo e a aceleração no consumo interno de etanol hidratado deram alívio às contas da empresa.

Em um período de dólar elevado, o que oneraria ainda mais a conta externa da Petrobras, o consumo de etanol hidratado atingiu recorde no país, somando 1,55 bilhão de litros no mês passado, conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A participação do etanol no consumo de combustíveis aumenta no país. Com a economia em desaceleração, o consumo total do chamado ciclo Otto (gasolina e etanol hidratado) deverá crescer muito pouco, ficando entre 0,5% e 1% neste ano.

O crescimento da oferta de etanol neste ano provoca uma redução na quantidade de gasolina utilizada no país. Com isso, ao contrário do que ocorreu no ano passado –quando as importações cresceram–, atualmente há um equilíbrio entre as compras externas e as exportações de gasolina pela Petrobras.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), diz que o avanço do consumo de etanol permite uma economia de 250 milhões de litros de gasolina do tipo A por mês.

Se a produção de etanol fosse maior, a economia de gasolina seria ainda mais acentuada, uma vez que há demanda para o derivado de cana, principalmente devido aos preços competitivos em relação aos da gasolina.

Pesquisa da Folha em 50 postos da cidade de São Paulo indica que o etanol vale 62% do preço da gasolina.

Em média, quando essa relação é de até 70%, é mais favorável ao consumidor a utilização do etanol.

A participação do etanol hidratado no consumo do ciclo Otto, que era de apenas 16,3% em julho do ano passado, esteve em 24,1% no mesmo período deste mês, segundo a Unica.

China A previsão de queda na demanda chinesa por soja fez o produto recuar na Bolsa de Chicago. O primeiro contrato foi negociado a US$ 8,78 por bushel nesta quarta-feira (26), 1,85% menos do que no dia anterior.

Também em queda As demais commodities também acompanharam a soja e tiveram queda de preço nas negociações desta quarta (26). Trigo e milho recuaram 1%, enquanto o óleo de soja caiu 2,6% no dia.

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma mais de 38 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha