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Vaivém – Estados Unidos aumentam produção de carnes

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Isabella Graff, left, and her brother Zadok Graff, check on the family's beef cattle on the Bill Graff Farm, Tuesday, Jan. 7, 2014, in Middletown, Ill. Farm animals can withstand frigid outside temperatures if they're cared for properly with food, water and shelter. (AP Photo/Seth Perlman) ORG XMIT: ILSP106 - VAIVÉM DAS COMMODITIES - MAURO ZAFALON

Gado em Illinois; produção de carne bovina nos EUA cresce 6% em 2016

Os Estados Unidos recompõem o rebanho, aumentam abates e elevam produção de carnes. No ano passado, a produção de carne vermelha (bovina, suína e de ovinos) somou 22,9 milhões de toneladas.

Em um período em que o Brasil passa por certa desconfiança de parte do mercado consumidor mundial, os americanos prometem elevar ainda mais a produção de proteínas neste ano.

O volume de 2016, que superou em 4% o de 2015, poderá crescer ainda mais em 2017, conforme dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Os 814 frigoríficos do país abateram 30,6 milhões de animais, 6% mais do que em 2015. Os 13 maiores foram responsáveis por 58% desses abates.

A produção de carne bovina, ao somar 11,5 milhões de toneladas, também superou em 6% a de 2015. Para este ano, a estimativa é que o volume supere os 12 milhões de toneladas.

Já a produção de carne suína ficou em 11,4 milhões, com crescimento de 2%. Os anos anteriores foram marcados pela ocorrência de problemas sanitários no setor.

Neste ano, a perspectiva é de mais crescimento, com a produção de carne suína podendo atingir 11,8 milhões de toneladas.

O setor de avicultura, também com problemas sanitários regionalizados, obteve produção de 18,2 milhões de toneladas de carne de frango no ano passado. Neste ano, poderá somar 18,8 milhões.

O consumo per capita acompanha a evolução da produção e deverá atingir 98,7 quilos por ano.

A liderança fica com frango, cujo consumo atinge 41,7 quilos, seguido de carnes bovina (25,9 kg) e suína (23,1 kg).

O maior percentual de crescimento no consumo neste ano ficará com a carne bovina, cuja alta está estimada em 2,2%, conforme previsão do Usda.

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Para banco, queda de preços das commodities não é debilidade da economia mundial

Os preços das commodities caíram 3,1% em março, em média. No caso dos agrícolas, a redução foi ainda maior no período: 4,3%.

Os dados são do ICI (Índice de Commodities Itaú). Os analistas do banco creditam essa redução de preços mais a fatores específicos de cada setor do que a uma debilidade da economia mundial.

No caso dos agrícolas, um dos itens a puxar os preços para baixo foi a soja, cuja produção é recorde no ano.

O açúcar, devido à demanda menor na Índia, também cooperou para a redução dos preços médios do ICI no mês passado.

As circunstâncias atuais de mercado fazem os analistas do banco reduzirem os preços médios da soja para o final deste ano, mas elevar os de milho e de trigo —estes últimos devido à área menor de produção nos Estados Unidos.

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Café – Chuvas podem melhorar produção brasileira. Com isso, o mercado reage e derruba preços. O primeiro contrato fechou em US$ 1,43 por libra-peso nesta quarta-feira (19) em Nova York. O valor é 3,4% inferior ao do dia anterior.
Açúcar – Perspectivas de produção elevada no Brasil pelo segundo ano consecutivo seguram preços em Nova York. O primeiro contrato caiu para 16,42 centavos de dólar por libra-peso, um recuo de 1,7% nesta quarta-feira.

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha