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Vaivém – Consumo de carne fica estável, mas evolução demográfica eleva volume

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Consumidora em açougue em SP

A produção mundial de carnes deverá atingir 353 milhões de toneladas em 2026, com aumento de 13% em relação ao patamar atual.

Os dados são da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas).

A produção será favorável aos produtores, devido à melhor oferta de grãos, um dos principais custos do setor.

O maior crescimento no consumo ficará com a carne de frango, que terá alta de 12% nos próximos dez anos. Nesse mesmo período, o consumo da bovina sobe 9%, e o da suína, 8,5%.

A demanda mundial por carnes será puxada pela evolução demográfica, uma vez que o consumo per capita ficará praticamente estável em 34,6 quilos por ano, segundo as estimativas das duas entidades.

Os países desenvolvidos vão ter uma evolução maior (mais 4%) do que os em desenvolvimento (2,5%).

A FAO projeta que a carne de frango liderará a produção, com 132 milhões de toneladas, um pouco acima dos 128 milhões da carne suína. A bovina, também com bom ritmo, crescerá para 76 milhões milhões de toneladas.

O Brasil vai ter boa participação nessa evolução da produção mundial de carnes. Na avaliação do Ministério da Agricultura, a produção nacional de carne de frango atingirá pelo menos 18 milhões de toneladas em dez anos, 33% mais do que a atual.

Nesse mesmo período, a bovina sobe para 11,4 milhões, com alta de 21%, e a suína atingirá 4,9 milhões (mais 29%).

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Uruguai passa – O consumo per capita de carne bovina é de 58 quilos no Uruguai, acima do da Argentina. Já o do Brasil e dos Estados Unidos está em 37 quilos.

Gigantes – Os dados são da Sociedade Rural argentina, que coloca a China e a Índia com uma média bem distante: 6 quilos e 2 quilos, respectivamente. Uma evolução mínima nos dois gigantes fará o consumo mundial ter forte aceleração.

Em alta – A chuva esperada para o Estado de Iowa (Estados Unidos) não veio nesta quarta-feira (26), e os preços da soja e do milho voltaram a subir na Bolsa de Chicago. No dia anterior, haviam caído fortemente.

Como fecharam – O primeiro contrato da soja subiu para US$ 9,99 por bushel de 27,2 quilos. O do milho foi a US$ 3,73 por bushel de 25,4 quilos, conforme as negociações em Chicago.

Ronny Santos/Folhapress

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha