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Vaivém: China também tem boa safra de grãos

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As informações de crescimento mundial na oferta de grãos não param. Após os números dos Estados Unidos e da América do Sul, é a vez de a China mostrar evolução na produção.

Dentro da política de chegar cada vez mais próximo da autosuficiência de produtos alimentares, o país se mantém na lista dos maiores produtores mundiais de milho, arroz e trigo. Apenas com esses três cereais, serão 560 milhões de toneladas na safra 2015/16.

Com políticas de subsídios, que vão de sustentação de preços a incentivos com crédito, o governo direciona a produção para áreas sensíveis, cuja demanda cresce constantemente.

Um dos exemplos é o milho. Os chineses se voltam para esse cereal porque a demanda cresce ano a ano devido à produção de proteínas.

Na avaliação de analistas do governo norte-americano, os chineses vão produzir 226 milhões de toneladas de milho na safra 2015/16. Se concretizado, esse volume superará em 10 milhões de toneladas o da safra anterior.

É uma boa notícia para os chineses, mas nem tanto para os brasileiros. Agora que o mercado da China foi aberto ao Brasil, o ritmo das exportações de milho poderá não ser tão intenso como se imaginava.

Até então presos ao mercado norte-americano, os chineses assinaram acordo com o Brasil, abrindo as portas do país ao cereal brasileiro.

A previsão é que as importações chinesas continuem. Embora a produção supere o consumo de 220 milhões de toneladas, o país precisa manter estoques sustentáveis e suprir o mercado de alguns países da região alinhados com sua política.

Se o Brasil terá caminho menos aberto com o milho, manterá um bom fluxo de soja para a China, uma vez que esse produto não está na lista das prioridades internas de produção.

A safra chinesa de arroz 2015/16 sobe para 209 milhões de toneladas, enquanto a de trigo fica estável em 125 milhões.

Sendo que a safra europeia também deverá vir com números melhores do que os dos anos recentes, os estoques mundiais de grãos aumentam, segurando os preços.

Editoria de Arte/Folhapress

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Novos números A safra brasileira de café 2015/16, a que está sendo colhida, não será tão elevada quanto estima o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (52 milhões de sacas), nem tão baixa como prevê a Conab (45 milhões de sacas).

Intermediários Pelo menos é o que estima a Safras & Mercado. Nesta quinta-feira (14), a consultoria apresentou números intermediários. A safra será de 50,4 milhões de sacas, acima dos 49,8 milhões de sacas de 2014/15.

Arábica A produção de café do tipo arábica será de 36,1 milhões de sacas, com aumento de 7%, prevê a consultoria. Já a de café conilon, recua 12%, para 14,3 milhões.

Dificuldades Gil Barabach, responsável por esses números, diz que o desenvolvimento da safra foi problemático. Além de este ser um ciclo de baixa produtividade, houve atraso na florada e sequelas deixadas pelo deficit hídrico do ano passado.

Chuvas Depois de um começo de ano difícil, a intensidade das chuvas deu novas perspectivas para o setor, segundo ele.

Fonte: Folha

Vaivém das Commodities

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma mais de 38 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.