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Vaivém: Carnes, soja e milho fazem cooperativa exportar 20% mais em 2017

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Sertaneja, PR: Plantil de soja em Sertaneja, no norte do Parana. (Foto: Mauro Zafalon/Folhapress) ***MERCADO***
Mauro Zafalon/Follhapress

Plantio de soja em Sertaneja, no norte do Paraná

O bom desempenho da produção agropecuária do ano passado permitiu uma elevação de 20% nas exportações das cooperativas brasileiras. Elas obtiveram receitas de US$ 6,2 bilhões, ante US$ 5,14 bilhões em 2016.

A região Sul foi o destaque, graças à boa participação do Paraná, forte na produção de soja, milho e carnes.

As exportações das cooperativas do Estado somaram o recorde de US$ 2,62 bilhões no ano passado, 29% mais do que em 2016, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

A carne de frango congelada e fresca esteve no topo da lista dos paranaenses, ao atingir US$ 863 milhões em receitas.

Segundo maior produtor de soja, a oleaginosa também teve participação importante nas exportações das cooperativas do Estado, rendendo US$ 649 milhões.

O Paraná se destacou, ainda, nas vendas externas de carne suína e de milho. O cereal, ao atingir US$ 100 milhões no ano passado, teve as receitas aumentadas em 86%, em comparação às de 2016.

As exportações das cooperativas paranaenses somaram 42% do total comercializado pelo setor cooperativo do país.

A região Sudeste foi a segunda mais importante. As empresas da região exportaram o correspondente a US$ 2,2 bilhões, com destaques para açúcar e café.

DESTINOS

A Ásia continua sendo o principal mercado para as cooperativas brasileiras, principalmente devido à participação chinesa. A Europa vem a seguir, com destaque para as importações alemãs.

As exportações para a Ásia somaram US$ 2,4 bilhões, e as para Europa, US$ 1,32 bilhão.

A África teve uma participação menor (US$ 648 milhões) nas receitas das cooperativas brasileiras, mas obteve uma das principias evoluções de crescimento: mais 50%.

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Críticas à Embrapa geram demissão do pesquisador

As críticas de Zander Navarro à atuação da Embrapa levaram à demissão do pesquisador, ocorrida na segunda-feira (8).

Em artigo publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", na sexta-feira, dia 5 ("Por favor, Embrapa: acorde!"), Navarro afirmou que a empresa não ajustou a agenda de pesquisas às demandas crescentes da agropecuária.

Criticou ainda a substituição de pesquisadores por uma geração com pouco vínculo com a agropecuária e destacou o salário dos pesquisadores da Embrapa, o dobro do das universidades.

Além disso, Navarro afirma que os trabalhos da empresa cada vez mais se voltam para ricos segmentos do empresariado rural, o que gera concentração da renda.

Em resposta ao pesquisador, a Embrapa disse que os resultados dos trabalhos são amplamente divulgados e que há um aprimoramento constante da prática de gestão.

A empresa informou em nota, ainda, que as tecnologias desenvolvidas são voltadas para todos os segmentos da agropecuária.

Ao comentar a atitude da Embrapa, Navarro disse à Folha que "ser demitido ‘por um delito de opinião’ é típico das boas e velhas ditaduras".

A Embrapa, que não deu detalhes sobre a demissão, apenas informou que ela ocorreu porque o pesquisador desrespeitou o código de ética e de conduta da empresa.

Navarro afirmou que vai buscar, na Justiça, a reintegração ao quadro de funcionários da Embrapa.

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Soja – A produção da safra 2017/18 deverá ser de 112 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 114 milhões do ano passado, segundo avaliação da consultoria Céleres.

Milho – Baixos preços e custos elevados fizeram o produtor semear apenas 5,4 milhões de hectares no verão, 15% abaixo da área de 2016/17. A produção fica em 28 milhões de toneladas.

Milho 2 – A área a ser semeada na safrinha aumentará e deverá atingir 12,1 milhões de hectares. Para esse período, a Céleres prevê uma produção de 67 milhões de toneladas. Com isso, a safra total de 2017/18 atingiria 95 milhões de toneladas.

Exportações – Os analistas da Céleres acreditam que as exportações de milho continuem aquecidas neste ano, atingindo 32 milhões de toneladas, 10% mais do que em 2017.

Fonte: Folha

Vaivém das Commodities

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.