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Usineiros querem redução de impostos sobre etanol

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Setor alega que desoneração vai tornar biocombustível mais competitivo

por Agência Brasil

Editora Globo

Depois do baixo desempenho da safra de 2011, setor sucroalcooleiro quer mais incetivos para ganhar competitividade no mercado

Diante de uma safra considerada desastrosa por técnicos do setor, o presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, disse que é preciso dar competitividade ao etanol brasileiro. A medida mais importante, para o representante dos usineiros, é a desoneração tributária do etanol, em especial do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Hoje, as usinas pagam 9,25% de PIS/Confins. “Estamos estimando que, em 2020, vamos produzir 1,2 bilhão de toneladas de cana e 40% dessa cana vão para a produção de etanol. E a grande questão é a competitividade. O mais importante é a redução dos tributos que são cobrados sobre o etanol”, disse Jank.

Segundo ele, o etanol deveria ter o mesmo tratamento da gasolina, beneficiada pela redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). “Entendemos que o etanol tem que passar pelo mesmo processo”, afirmou. De acordo com Jank, os estados também poderiam reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), assim como ocorreu em São Paulo, que baixou de 25% para 12,5% a alíquota do imposto.

O balanço do setor, até novembro, mostra que a moagem da cana-de-açúcar apresentou queda de 10,23% em relação ao volume processado no mesmo período de 2010. Na segunda quinzena de novembro, foram moídas 9,11 milhões de toneladas, menos da metade do que foi processado no mesmo período na safra passada.

A produtividade da cana no período agrícola 2011/2012 foi a menor em 24 safras, disse Luiz Antonio Dias Paes, gerente de Produtos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Consequência do clima – com ocorrência de geadas e estiagens prolongada no inverno – e de uma menor renovação do canavial, resultado da crise econômica.

Até 2020, a expectativa dos usineiros é dobrar a produção, de 555 milhões de toneladas para 1,2 bilhão de toneladas. Para atingir esse resultado, o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, calcula que serão necessárias 120 novas usinas. “Precisamos produzir muito mais cana para atender a todos os mercados que a gente tem e, para isso, precisamos de políticas públicas e privadas também”.

Fonte:  Globo Rural