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União de forças embala crescimento do Grupo Melkstad

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Divulgação

Diogo Vriesman, sócio diretor do Grupo Melkstad: união para ganhar escala

Com menos de cinco anos de existência, o Grupo Melkstad é um dos destaques da 16ª edição do Top 100 MilkPoint. A propriedade, que está sediada em Carambeí (PR), elevou sua produção diária de leite em 63,1% no ano passado, para uma média de 29.251 litros, e comercializou um total de 10,706 milhoes de litros em 2016. Além de ter registrado um dos maiores crescimentos absolutos na lista das 100 maiores fazendas do país, o grupo também deu um salto no ranking – saiu da 24ª posição para a 9ª.

O avanço expressivo reflete um projeto ambicioso, criado por seis famílias de origem europeia (holandeses e alemães; principalmente) da região sudeste do Paraná em 2012. Do inicio do projeto até 2014, a produção de leite era feita em uma área alugada pelo grupo em Arapoti, mas a partir de fevereiro de 2015 a produção passou a ser em uma unidade própria, em Carambeí.

Diogo Vriesman, sócio diretor do Grupo Melkstad, conta que, no inicio do projeto, os animais eram criados soltos ou em piquetes e alimentados a pasto. Na nova sede, todos os animais passaram a ser confinados, alimentados com silagem de milho e concentrado, entre outros produtos. Também houve mudança no sistema de ordenha mecânica das vacas, que passou a ser rotatória.

De acordo com ele, os aumentos tanto do plantel de animais e quanto da produtividade – em decorrência, principalmente, da mudança no sistema de alimentação -, explicam o avanço entre 2015 e 2016. No ano passado, eram 650 animais em lactação, ante 350 em 2015. Atualmente, há 860 vacas produzindo leite, e o plano é continuar crescendo.

Não à toa, o nome do grupo é Melkstad, que significa "cidade do leite" em holandês. O projeto prevê chegar ao fim de 2019 com 2.200 animais alojados e 1.800 vacas em lactação na fazenda, com uma produção diária da ordem de 75 mil litros de leite, de acordo com Vriesman.

Embora seja a produção de leite seja uma atividade com margens historicamente baixas, Vriesman está mais otimista em 2017. "Este ano o custo de alimentação dos animais deve ser bem menor que no ano passado", estima. Isso tende a significar margens melhores, ainda mais em um cenário em que há produtores deixando o negócio, o que leva a uma maior disputa por matéria-prima.

Mas o produtor tem uma preocupação, natural para quem tem planos de continuar crescendo. Para ele, além da falta de recursos para investimentos, os custos dos financiamentos são elevados. "Por isso nos juntamos. Para ampliar a capacidade de captar recursos e de escala", diz.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor