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Unidade da Doux em disputa

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Fetag pretende buscar mais informações sobre a situação envolvendo a planta de Passo Fundo na próxima segunda-feira

Pouco mais de um ano após arrendar a unidade da Doux Frangosul, em Passo Fundo, a JBS aguarda uma notificação oficial sobre a possibilidade de ter de disputar a planta. Informações extraoficiais no mercado indicam que a Oppenheimer, que recebeu a titularidade de ativos como parte do pagamento de um empréstimo feito à Doux, em 2008, pretende vendê-los em leilão. Isso significa que, oficializada a intenção, a empresa terá de entrar na disputa para comprar as instalações ou correr o risco de negociar com um novo proprietário. Em maio do ano passado, a indústria frigorífica arrendou todas as quatro unidades da Doux no Brasil por um período de 10 anos e com opção de compra ao final.

De acordo com posicionamento da JBS, tão logo a notificação ocorra, serão avaliadas as condições da negociação e decidida a participação na disputa. Outra possibilidade sinalizada ontem pela empresa foi a de permanecer como arrendatária ao efetuar o pagamento a um novo dono. Pelo contrato firmado com a Doux e em vigor, o arrendamento é pago mensalmente. Atualmente, a planta de Passo Fundo, com capacidade para abate de 400 mil aves/dia, corresponde de 30% a 40% da capacidade de produção instalada.

Na segunda-feira, o presidente da Federação dos Agricultores no Estado do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Elton Weber, pretende conversar com a administração da JBS, em Montenegro. O dirigente irá buscar mais informações sobre a situação, que indiretamente envolve os produtores integrados.

O fundo terá de fazer duas tentativas para vender os ativos como parte do pagamento de R$ 100 milhões através de leilão determinado pela Justiça. O leilão deverá ser de, pelo menos, R$ 75 milhões, já que o prédio foi avaliado em R$ 25 milhões e os equipamentos em R$ 50 milhões. O Oppenheimer está também processando a JBS, alegando que o grupo deve pagar a dívida da Doux e que o arrendamento seria uma incorporação. A companhia, por sua vez, disse que não assumiria as obrigações da Doux, e analisa se entrará com ação na Justiça contra o fundo, alegando calúnia.

Fonte: Correio do Povo