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Ucrânia suspende importações de carnes do Brasil

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Fonte: CANAL RURAL | Cristiane Viegas | Porto Alegre (RS)

Veto deve afetar principalmente o setor de suínos

Depois do embargo da Rússia à carne brasileira, no inicio do mês, agora a Ucrânia vetou as importações de carnes de frigoríficos do Brasil. De acordo com fontes do setor, as redes Marfrig e Brasil Foods seriam notificadas. Segundo as empresas, elas ainda não foram notificadas oficialmente. Mais uma vez, o setor de suínos deve ser o mais afetado.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), mostram que de janeiro a maio deste ano, mais de 14 mil toneladas foram exportadas à Ucrânia. A notícia do veto deve afetar ainda mais o setor .

No último dia 15 de junho entrou em vigor o embargo russo à carne dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Com a medida apenas uma planta certificada pode embarcar o produto para o mercado russo. Uma das saídas cogitadas para amenizar o impacto seria um recuo na produção, mas o representante do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul, Rogério Kerber, afirma que ainda é cedo para pensar em estratégias.

– Essa questão de frear a produção no nosso setor é muito difícil, de dizer que possamos diminuir a produção de uma hora para outra. Outros fatos relevantes já houveram no passado e se conseguiu numa mesa de negociações equacionar esses problemas.

O motivo do veto ucraniano está ligado com uma nova legislação alfandegaria-aduaneira estabelecida por países, como a Rússia, Bielorússia e Cazaquistão. As três repúblicas teriam acordado novos e comuns critérios para os seus mercados. A Ucrânia teria sido influenciada por este acordo.

– A Ucrânia também é uma ex-república da União Soviética e evidentemente tomou a decisão, pela parceria, pela proximidade, em razão dos critérios mais ou menos semelhantes que utilizam – ressalta Kerber.

A expectativa do setor está em um diálogo entre Rússia e Brasil, sinalizada por autoridades russas para os 10 últimos dias de junho.

– Isso nos leva a acreditar que haverá uma reunião próxima e se possa produzir e esclarecer adequadamente algumas inconformidades – complementa.