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Tecnologia para colher ainda mais e melhor

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Agricultores no Planalto Norte buscam melhorias em equipamentos e pesquisa para aumentar produtividade do milho na região

Quatro colheitadeiras trabalham em ritmo frenético enquanto tratores e caminhões vão se posicionando para armazenar os grãos dourados do milho. O trabalho de sete meses chega ao seu auge no final do verão, quando o zumbido das máquinas é constante no campo e as estradas do Planalto Norte de Santa Catarina são tomadas por caminhões que seguem para as empresas cerealistas da região.
O agricultor Sérgio Takahashi é tímido e fica quase mudo ao perceber que está sendo fotografado. Junto ao pai, Akio, ele é responsável por uma das maiores plantações de milho da região. Nesta safra, foram 1,2 mil hectares de área plantada. O diferencial, garante, está na maneira como a cultura foi sendo introduzida na propriedade e de como é feita a exploração comercial do grão por sua família.
“Meu pai começou plantando batatas. Aí, lá pela década de 1980, nós passamos a plantar milho. Mas era só mais uma cultura, um produto que fazia parte da atividade. De uns cinco anos para cá é que começamos a fazer do milho um sistema de produção, que obedece a uma programação e a um acompanhamento das condições do solo, das sementes e dos insumos necessários. Hoje, nossa média de produção é praticamente igual ao padrão americano”, afirma.
Mais do que investimentos em maquinário, a família Takahashi conhece bem o que planta, o que garante a eles mais produtividade nas safras. E busca aliar parceiros locais na melhoria de sua produção. Sérgio conta que, além de ter um clima propício para o milho e de ter um solo de qualidade, a possibilidade de conseguir o manejo da terra sem recorrer aos insumos importados é uma grande vantagem. Para ele, muitos agricultores pagam em dólar por aquilo que tem aqui no nosso solo, por um preço mais baixo e que pode ser feito de uma forma natural. “O que fazemos aqui é melhorar a fertilidade do solo procurando usar o máximo possível de recursos naturais.” É o caso dos dejetos de granjas, do churume de porcos e da cinza calcítica, que é comprada facilmente em fábricas da região de Três Barras.
Outra medida que favorece os agricultores na região são as parcerias com empresas fornecedoras de novas sementes, modificadas geneticamente para garantir mais produtividade. Na fazenda de Clemente Schupel, é costume testar sementes transgênicas todos os anos. “A gente tem que investir em maquinário, tem que investir no solo. Até nas sementes podemos melhorar nossa produção”, conta. Os resultados, explica o agricultor, superam as expectativas ano a ano. “Tanto é que já fui até para os Estados Unidos porque fui campeão de produtividade anos atrás.”
larissa.guerra@an.com.br

LARISSA GUERRA

Fonte: Clicrbs | A Notícia | Joinville