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Subsídio a compra de máquinas é prorrogado

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Mantega anuncia prorrogação, pela 4ª vez, do Programa de Sustentação de Investimentos.

O governo resolveu prorrogar pela quarta vez um programa especial de financiamento, com taxas de juros reduzidas, para compra e produção de máquinas e equipamentos. A medida foi anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na primeira reunião do ano do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC).

Segundo relato de representantes da indústria, que participaram do encontro, a prorrogação do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) foi a única medida concreta anunciada por Mantega.

Lançado em julho de 2009 como uma das soluções para combater os efeitos da crise financeira mundial, o PSI garante, além do financiamento para a aquisição de equipamentos, crédito para compra de caminhões, tratores, ônibus, máquinas agrícolas e projetos no setor de energia.

Os recursos vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aplica taxas de 4,5% a 8,5% ao ano. Ao todo, o banco de fomento brasileiro opera 11 linhas de financiamento no PSI.

A prorrogação do programa foi confirmada pelos presidentes das Associações de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Ministério da Fazenda não se pronunciou oficialmente.

Segundo o presidente da Abdib, Paulo Godoy, o ministro da Fazenda apenas informou que o programa, que se encerraria em 31 de março, será estendido, mas não deu detalhes sobre até quando, se haverá mudança nas taxas de juros, ou se o governo aumentará os recursos. Atualmente, o programa tem R$ 134 bilhões disponíveis para empréstimos.

A medida foi comemorada pelos industriais, mas o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, afirmou que o governo precisa garantir que não haverá aumento das taxas de juros. “O PSI tem de ser perene e as taxas de juros devem ser mantidas. Essa é a única isonomia que o Brasil tem hoje com o resto do mundo.”

“Defesa comercial”. Durante o encontro, os empresários voltaram a reclamar da valorização do real ante o dólar e pediram medidas para combater ou aumento das importações e desoneração dos produtos nacionais vendidos no exterior, como compensação para os efeitos do câmbio.

Mantega e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, apenas sinalizaram que o governo continua estudando o que pode ser feito, mas não se comprometeram com nenhuma medida efetiva.

Antes do encontro, Pimentel admitiu que o governo pode aumentar as alíquotas do Imposto de Importação de produtos cujos similares nacionais enfrentam forte concorrência de importados. “Pode ser que isso seja necessário, mas não como política industrial, e sim como defesa comercial”, disse o ministro.

Na abertura da reunião, Mantega afirmou que o principal desafio econômico de 2011 será melhorar as contas externas. Como as importações não devem recuar, por causa do ritmo de expansão da economia, o trabalho do governo será garantir um crescimento mais robusto das exportações. “Essa é uma tarefa fácil, que o companheiro Pimentel e sua equipe vão realizar rapidamente”, brincou Mantega.

prescription drugs online without style=”text-align: justify;”>Apesar de não ter falado claramente sobre o corte orçamentário preparado pelo governo, Mantega afirmou que a redução dos gastos de custeio precisa ser seguida pela política de juros do Banco Central. “A redução do gasto público tem de resultar depois em redução dos juros. Essa é uma lógica aceita por todos”, disse o ministro aos industriais e ao presidente do BC, Alexandre Tombini, que também participou do encontro.

O Estado de São Paulo