SOJAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DE MERCADO – Soja em Chicago acumula alta de 6,5% no ano

Fonte:Divulgação/Esalq-USP

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, dia 15, com preços mais altos. Em sessão volátil, o mercado buscou suporte no clima seco na Argentina, que pode afetar a produtividade das lavouras do país.

O mercado deu continuidade ao movimento de alta iniciado na segunda-feira. Os players continuam preocupados com o panorama climático na Argentina. Ainda é cedo para saber o real tamanho das perdas, mas se a falta de chuvas persistir as mesmas podem chegar a 10 milhões de toneladas. O vencimento de março já acumula alta de 6,5% no ano.

Brasil
Os preços da soja começaram a quinta-feira em alta, acompanhando a Bolsa de Chicago, enquanto o câmbio não caia. Ao longo do dia, com a queda do dólar, as cotações da oleaginosa perderam força e ficaram muito esticadas até o fim do dia, com algumas correções.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 10,24 (+7,00 cents)

  • Maio/2018: 10,35 (+7,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 70,50

  • Cascavel (PR): 68,00

  • Rondonópolis (MT): 64,50

  • Dourados (MS): 64,80

  • Porto de Paranaguá (PR): 75,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 75,00

  • Santos (SP): 76,00

  • São Francisco do Sul (SC): 75,50

Fonte: Safras & Mercado

Milho

Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços levemente mais altos. Em sessão marcada por volatilidade, o mercado fechou em alta, sustentado pela boa demanda para o cereal norte-americano.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/2018, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1,974 milhão de toneladas na semana encerrada 8 de fevereiro. O número ficou 12% superior ao da semana anterior e 14% acima da média em quatro semanas. Para a temporada 2018/2019, foram mais 97,5 mil toneladas.
Os analistas esperavam algo entre 1 milhão a 2,05 milhões de toneladas, somando as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Brasil
O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes, de estáveis a mais altos em quase todas as regiões. Os compradores voltam do feriado com maior procura e pouca disposição dos produtores em vender, o que garante sustentação às cotações

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,67 (+0,50 cents)

  • Maio/2018: 3,75 (+0,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 32,00

  • Paraná: 30,00

  • Campinas (SP): 35,50

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 32,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 33,50

  • São Francisco do Sul (SC): 32,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços mais baixos. O mercado teve mais uma sessão de ajustes técnicos, buscando um melhor direcionamento e aguardando informações sobre os fundamentos, com atenções voltadas para a safra brasileira deste ano.
A proximidade do período de notificação de entregas do contrato março também promove ajustes técnicos e mudanças nas carteiras. A tranquilidade no abastecimento global, com expectativa de uma boa safra no Brasil este ano, segue sendo fator de pressão.
O mercado segue respeitando as linhas de suporte e de resistência, tendo dificuldades de romper para baixo o patamar de US$ 1,20 a libra-peso e para cima US$ 1,25.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou a quinta-feira com preços moderadamente mais altos nos contratos mais próximos. O mercado londrino mostra-se um tanto descolado da influência do arábica na Bolsa de Nova York e apresentou ganhos com base nas vendas lentas do Vietnã de conilon neste momento.
O período de feriado de passagem do Ano lunar no Vietnã reduz as vendas dos produtores locais e assim o mercado futuro em Londres ganha sustentação. Fatores técnicos contribuem para a sustentação também.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços estáveis. O mercado esteve um pouco mais movimentado, mas as cotações se mantiveram, apesar da baixa em Nova York. As poucas empresas que estão negociando nesta semana de retorno do Carnaval negociam com cautela, com a comercialização sendo pontual.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Março/2018: 121,75 (-1,05 pontos)

  • Maio/2018: 124,15 (-0,95 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Março/2018: 1.818 (+US$ 7)

  • Maio/2018: 1.783 (+US$ 1)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 445-450

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 450-455

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-410

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-318

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a quinta-feira em alta ante o real corrigindo a forte desvalorização do pregão do dia anterior, com investidores apostando na compra da moeda, depois de ter alcançado a mínima de R$ 3,199 no meio da manhã. Com isso, a alta registrada foi de 0,24%, a R$ 3,2360 para venda. 
O Ibovespa encerrou em alta de 0,09%, aos 84.290,57 pontos. O volume negociado foi de R$ 11,089 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico do boi gordo segue apresentando um quadro atípico. Segundo a consultoria Safras & Mercado, no Centro-Oeste do país, os preços seguem em 
perspectiva de queda, dado o bom volume de animais terminados ofertados.
Já no Sudeste, a dificuldade logística dificulta a aquisição de animais terminados 
em outras regiões produtoras, mantendo um quadro de preços firmes.
De qualquer forma, a relutância do pecuarista em negociar neste momento acaba 
limitando quedas mais agressivas no Centro-Oeste e aumenta a firmeza dos preços no Sudeste.
No mercado atacadista, os preços seguem acomodados. A tendência é por alguma queda das indicações no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com o arrefecimento do consumo.
Enquanto isso, as exportações de carne bovina in natura subiram em fevereiro (7 dias úteis). Foram embarcadas 37,6 mil toneladas, com média diária de 5,4 mil toneladas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 22,2% na quantidade média diária exportada, segundo o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

  • Araçatuba (SP): 146,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 133,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 125,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 141,50

  • Tocantins (norte): 125,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Previsão do tempo

Sul

Nesta sexta-feira, uma área de alta pressão atmosférica localizada no oceano ainda mantém a massa de ar seco sobre grande parte do Sul do país. O tempo segue firme e com grande amplitude térmica, especialmente na serra do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas são mais baixas ao amanhecer e a tarde os valores dos termômetros entram em elevação, assim como em grande parte da região Sul.
Ao longo do dia, áreas de instabilidade espalham pancadas de chuva no litoral norte catarinense e em grande parte do Paraná, mas a chuva ocorre de forma fraca e com baixos volumes na maior parte destas áreas. A circulação dos ventos provocam rajadas de intensidade moderada a forte no litoral gaúcho.

Sudeste

Um sistema de baixa pressão atmosférica entre a costa de São Paulo e do Rio de Janeiro ajuda a manter o tempo instável na maior parte da região Sudeste. São esperadas pancadas de fraca intensidade e com baixos acumulados na maior parte da região, apenas nas áreas de divisa entre o sul mineiro e o norte paulista as instabilidades ganham mais força. Os volumes são mais expressivos, porém ocorrem de maneira localizada. O tempo firme continua desde o centro até o norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

As instabilidades se espalham por todos os estados da região Centro-Oeste. A circulação dos ventos em altos níveis da atmosfera alimentam as chuvas, e assim as pancadas podem ocorrer a qualquer momento do dia.
Os maiores volumes ocorrem no norte e oeste de Mato Grosso durante a tarde. Já em Mato Grosso do Sul, as pancadas podem vir acompanhadas de queda de granizo. Já nas demais áreas da região, as pancadas ocorrem mal distribuídas e de maneira irregular e isoladas.

Nordeste

Nesta sexta-feira a chuva ganha força no Nordeste devido a formação de áreas de instabilidades em altos níveis da atmosfera. As pancadas mais fortes se estendem desde o Maranhão até o Pernambuco. Devido ao alto volume de água, há riscos para transtornos, como alagamentos, incluindo as capitais Natal, João Pessoa e Recife.
Nas demais áreas da região onde chove, as pancadas são mais fracas e com baixo acumulado. O tempo fica firme apenas na região central da Bahia.

Norte

A sexta-feira será marcada por chuvas abrangentes em toda a região Norte, e ao longo do dia as instabilidades tropicais ganham força entre o Pará, norte de Tocantins, Amazonas e Rondônia, onde são esperados elevados acumulados e risco de temporais.

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Fonte: Canal Rural