SOJAAGRICULTURAMERCADO E CIA – ABERTURA DE MERCADO – Dólar encosta nos R$ 3,25 e comercialização da soja avança pelo Brasil

Fonte:Embrapa/divulgação

 

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

O dólar comercial fechou em alta de 0,46%, cotado a R$ 3,247 a venda, puxado pela valorização da moeda no cenário externo e pela expectativa do mercado com o impacto do resultado da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Este foi o maior patamar da moeda em mais de três meses.

O mercado começa a analisar o real poder de Temer em conduzir as reformas, como a da previdência. Além disso, começa a ser feita a discussão sobre quem será o próximo presidente do Federal Reserve (FED), o banco central norte-americano.

"Foi citado o nome do John Taylor, que, se seguir o modelo que ele criou, indica taxas de juros mais elevadas nos Estados Unidos", disse o analista da Rio Gestão, Bernard Gonin.

Nesta quarta-feira, dia 25, o dólar deve ser pressionado para cima novamente, uma vez que o dia será marcado pela votação da denúncia contra Temer e pelo segundo dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "Os dois resultados vão sair só depois do fechamento do mercado, o que significa que o mercado ficará seguindo boatos e especulação. Será um dia bastante tenso", disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

O Ibovespa encerrou com alta de 1,24%, aos 76.350 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,565 bilhões.

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa para o grão, o óleo e o farelo. O mercado foi pressionado pelo rápido avanço da colheita de soja dos Estados Unidos, que veio acima do esperado pelos analistas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até o dia 22 de outubro, a área colhida estava apontada em 70%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 74%. A média é de 73%. Na semana anterior, o número estava em 49%.
Os preços ficaram firmes no Brasil. A alta do dólar deu sustentação ao mercado e a movimentação dos negócios melhorou, com os produtores aproveitando o cenário positivo do câmbio. Só não houve mais negócios por conta da queda dos prêmios e da soja na Bolsa de Chicago.

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Passo Fundo (RS): 68,00

  • Cascavel (PR): 67,50

  • Rondonópolis (MT): 63,50

  • Dourados (MS): 63,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 73,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 72,50

  • Santos (SP): 72,50

  • São Francisco do Sul (SC): 72,00

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Novembro/2017: 9,75 (-5,25 cents)

  • Janeiro/2018: 9,85 (-5,25 cents)

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O avanço da colheita  do milho também influenciou o mercado nesta terça-feira, 24. Dessa vez, no entanto, Chicago reverteu as perdas registradas mais cedo por causa do ritmo mais lento do que o esperado para os trabalhos nos Estados Unidos.
Até o dia 22 de outubro, a área colhida estava em 38%, ante expectativa de 44% dos analistas. Em igual período do ano passado o número era de 59%. A média para os últimos cinco anos é de 59%. Na semana passada, o número estava em 28%.
O mercado ainda se ressente de fatores mais consistentes de alta. O clima na América do Sul ainda é determinante para avaliar a tendência de mercado no médio prazo. 
No Brasil, alguns negócios foram reportados, porém com um perfil pontual. Mesmo com o real altamente desvalorizado ante o dólar, há pouco estímulo à alta dos preços no portos, o que desestimula o produtor rural.

Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Rio Grande do Sul: 32,00

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 33,00

  • Mato Grosso: 19,50

  • Porto de Santos (SP): 29,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 28,50

  • São Francisco do Sul (SC): 28,50

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Dezembro/2017: 3,52 (+1,50 cents)

  • Março/2018: 3,66 (+1,50 cents)

Fonte: Safras & Mercado

Café

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações caíram diante, principalmente, do dólar em alta contra o real no Brasil. Outro fator que colabora com a baixa é o clima favorável no cinturão cafeeiro do Brasil, com vistas à safra do ano que vem.
O café robusta também encerrou o dia com preços mais baixos. As cotações recuaram diante da alta do dólar contra o real no Brasil e a firmeza também da moeda americana contra outras moedas. A desvalorização do arábica exerceu pressão sobre as cotações também do robusta em Londres.
O mercado brasileiro teve um dia de preços fracos. A baixa do arábica exerceu pressão sobre as cotações no Brasil. O mercado registrou negociações pontuais para cafés de melhor qualidade, enquanto o mais negociado foi para os cafés mais fracos.

Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 445-450

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 455-460

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-410

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 370-375

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) (cents por libra-peso)

  • Dezembro/2017: 123,20 (-1,15 pontos)

  • Março/2018: 126,95 (-1,15 pontos)

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com alguma pressão de queda. Os frigoríficos permanecem com sua programação adiantada, com escalas de abate posicionadas entre quatro e cinco dias úteis.
Mesmo com o feriado de finados, na próxima semana, as indústrias aparentemente não estão preocupados em ter carne para um esperado aumento de demanda.
A perspectiva da consultoria Safras & Mercado é que novos testes aconteçam no curto prazo, em linha com o lento escoamento da carne no mercado interno.
O mercado atacadista apresentou alguma queda das indicações durante o 
dia. Alguma mudança mais expressiva na dinâmica mercadológica deve acontecer apenas na primeira quinzena do mês.

Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba)

  • Araçatuba (SP): 138,00

  • Belo Horizonte (MG): 132,00

  • Goiânia (GO): 130,00

  • Dourados (MS): 132,00

  • Mato Grosso: 125,00-127,50

  • Marabá (PA): 129,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,25 (kg)

  • Paraná (noroeste): 137,00

  • Tocantins (norte): 127,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Previsão do tempo

A madrugada de quarta-feira é marcada por chuva forte e várias descargas elétricas na metade oeste do Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina. Essas precipitações são causadas por áreas de instabilidade, associadas a umidade que vem da Amazônia e mais a uma área de baixa pressão atmosférica no Paraguai.
Já na região Norte as pancadas de chuva se concentram agora no extremo no nordeste do Amazonas com algumas incidências de raios, devido às instabilidades tropicais. 
Nesta terça-feira, uma chuva de granizo no interior de São Paulo deixou um cenário de "nevasca" na cidade. A quantidade de gelo nas ruas foi surpreendente e a previsão do tempo não descarta novos episódios nos próximos dias em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná .

Sul

Uma área de baixa pressão atmosférica no Paraguai combinado com os ventos que transportam umidade da Amazônia ajudam a espalhar chuvas por todo o Sul do país no decorrer desta quarta-feira. As precipitações são fortes e já começam pela manhã no oeste e noroeste gaúcho e ao longo do dia atingem as demais áreas dos três estados.
Os temporais são maiores e com volumes elevados em todo o oeste da região e no norte paranaense. Atenção para as rajadas de vento nesses locais, assim como em toda a região, que devem ser fortes.
Mesmo com as instabilidades, o sol aparece e consegue elevar as temperaturas, com isso volta a fazer bastante calor em parte do oeste gaúcho e no oeste e noroeste do Paraná, o que favorece até a queda de granizo no oeste desse último estado e não se descartam em alguns pontos do Rio Grande do Sul.
A circulação dos ventos nos litorais também ganha intensidade e há risco para fortes rajadas em toda a costa da região, que aliás podem ultrapassar os 70 quilômetros por hora.

Sudeste

O sistema frontal que atuava na região já se afastou, porém agora o responsável pelas instabilidades no Sudeste é a formação de um canal que carrega a umidade da Amazônia para o centro do país. A chuva ocorre em forma de pancadas e a partir do período da tarde em todo o estado de São Paulo, centro-oeste do Rio de Janeiro e entre o triângulo e sul mineiro.
Atenção para os acumulados mais elevados fica para o oeste e sul paulista e riscos para granizo do sul paulista ao sul mineiro, passando pelo centro do estado e da grande São Paulo. Além disso as rajadas de vento devem passar dos 60 quilômetros por hora nesses locais, mas também não se descartam ventos mais intensos nos litorais paulistas e fluminenses e municípios mais próximos, como os que estão localizados no Vale do Paraíba.
Como o sol aparece na maior parte do tempo o calor aumenta em toda a região.

Centro-Oeste

Novas áreas de instabilidade voltam a trazer chuva para o Centro-Oeste, com maior intensidade no sul de Mato Grosso do Sul. Aliás, nessa região, a chuva já começa pela manhã, de maneira forte e ao longo do dia pode causar transtornos, como alagamentos, rajadas de vento e até mesmo eventuais queda de granizo. Os ventos também se intensificam nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, no leste de Mato Grosso e até mesmo em Goiás. Já o calor segue intenso, com temperaturas que passam dos 35°C em alguns municípios.

Nordeste

A umidade do oceano segue concentrada na costa leste e assim podem ocorrer pancadas de chuva a qualquer hora em toda a faixa leste da região. No Maranhão também chove, mas é em forma de pancadas mais forte que ocorrem nos períodos da manhã e da tarde. Atenção especial para as rajadas de vento desde o norte do Maranhão até o centro e litorais da Bahia, passando pelos demais litorais dos outros estados. Aliás, no interior da região, o tempo seco mantém as temperaturas elevadas e a umidade relativa do ar baixa.

Norte

As instabilidades conseguem avançar um pouco mais pela região e alcançam o Pará e o extremo norte do Tocantins. Porém, as pancadas são mais fortes entre o oeste do Amazonas e sul do Acre, mantendo as temperaturas mais amenas.

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  • Fonte : Canal Rural