.........

SOJA – Só condição atípica pode mudar cenário para milho e soja em 2017, diz Scot Consultoria

.........

A queda nos preços deve minimizar o cenário de baixa cotações para os produtores do setor de proteína animal por conta da queda da demanda

plantio-graos-minas-gerais-soja-milho (Foto: Sergio Ranalli/Ed. Globo)

Com a perda de competitividade do milho brasileiro, as exportações despencaram (Foto: Sergio Ranalli/Ed. Globo)

O analista do Setor de Insumos da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro, avaliou nesta quarta-feira (5/4), que somente uma condição atípica pode mudar o cenário positivo para o pecuarista e para produtores de aves e suínos, no que se refere à compra de milho e soja este ano. A queda nos preços, principalmente do milho, deve minimizar, segundo ele, o cenário de baixa cotações para os produtores do setor de proteína animal por conta, principalmente, da queda da demanda.
"Somente algum problema climático, com impacto na produção, ou ainda o dólar favorável à exportação, fatores que são atípicos no atual momento, poderiam causar impacto nos preços desses insumos", afirmou Ribeiro durante encontro de onfinadores e recriadores da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP). "Mesmo se esse cenário atípico ocorrer, os pecuaristas estão bem posicionados e não deixaram para a última hora para comprar", completou.

Para o milho, o analista lembra que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra total de 88,97 milhões de toneladas em 2016/2017, alta de 33,7% sobre o total 66,53 milhões de toneladas de 2015/2016. Com a perda de competitividade do milho brasileiro, as exportações despencaram e os estoques brasileiros devem somar 17,4 milhões de toneladas ao final do período, mais que o dobro do total de 8 milhões de toneladas de 2015/2016 e o suficiente para suprir 30% da demanda interna de 56 mi de toneladas. Nesse cenário, o preço da saca de 60 quilos do milho saiu de picos, entre março e abril do ano passado, de R$ 55, para abaixo de R$ 30 a saca atualmente. Na soja, segundo o analista, a tonelada do farelo saiu de R$ 1.700 para R$ 1.100, queda puxada pelo aumento na safra brasileira e americana e ainda pela desvalorização do dólar. "Com a queda nesses insumos e uma baixa menor no valor da arroba, a relação de troca de milho e soja se tornou bastante favorável ao produtor", disse Ribeiro.
Segundo cálculos da Scot Consultoria, o pecuarista precisava de 9,5 arrobas para comprar 1 tonelada de farelo de soja no ano passado e agora necessita de entre 7,5 arrobas a 8 arrobas. "No caso do milho, uma arroba no ano passado comprava 3 sacas e agora compra 5 sacas", concluiu.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural