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SOJA GAÚCHA | Em duas frentes Pilar de muitos municípios

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Basta a soja ir mal para diversas cidades gaúchas mergulharem em crise. Os negócios diminuem e os serviços minguam. A recíproca é verdadeira: safra boa se torna sinônimo de economia forte em municípios onde o grão é o pilar de sustentação.
Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Vitor Koch observa que, entre 2002 e 2012, a colheita de soja representou 82% do PIB agropecuário das cidades do Rio Grande do Sul. Presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn alerta para os riscos dessa situação:
– Costumamos brincar que o governador permanente do Rio Grande do Sul é São Pedro.
Para o professor de Sociologia do Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Schneider, a evolução do cultivo torna municípios do Interior mais dependentes da soja e, ao mesmo tempo, mais expostos ao risco de prejuízo por problemas climáticos.
– O Estado é um dos poucos no Brasil em que a cultura é adotada por agricultores familiares. No Interior, a soja é moeda. Quase tudo é calculado e pago em sacas do grão.
Apesar de reconhecer os riscos, o economista-chefe da Federação da Agricultura no Estado (Farsul), Antônio da Luz, frisa que há mais oportunidades do que problemas:
– Temos experiência e competência. Não devemos colocar empecilhos, mas incentivar a produção, sobretudo no modelo atual, integrado a outros segmentos da economia.

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Fonte: Zero Hora