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Soja e milho representam 89% da safra de grãos

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Ruy Baron/ValorColheita de soja em Rio Verde (GO) em fevereiro: segundo a Conab, a produção do carro-chefe do agronegócio nacional chegou a 114 milhões de toneladas

Novos ajustes para cima nas estimativas para as colheitas de soja e milho levaram a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a inflar um pouco mais, em levantamentos divulgados ontem, suas projeções para a produção recorde de grãos do país na temporada 2016/17.

Conforme a Conab, o volume total alcançará 238,2 milhões de toneladas, 1 milhão a mais que o previsto em julho e volume 27,7% superior ao de 2015/16, 88,7% dele composto por soja e milho. Segundo o IBGE, a safra somará 242,1 milhões de toneladas, com aumentos de 0,7% em relação ao estimado anteriormente e de 31,1% sobre o ciclo passado.

O clima favorável novamente foi o responsável palas correções realizadas pelos órgãos do governo. Segundo os novos números da Conab, a colheita de soja, já encerrada, chegou ao recorde de 114 milhões de toneladas, 19,5% mais que em 2015/16. Mais de metade desse volume será destinado às exportações, principalmente para a China. Os embarques do grão passaram a ser estimados em 63 milhões, um recorde 22% superior ao total vendido ao exterior na temporada passada.

Ainda conforme a Conab, a produção brasileira de milho alcançará, no total, 97,2 milhões de toneladas, um incremento de 46,1% na comparação com o ciclo passado – o cereal foi a cultura mais prejudicada pelas adversidades provocadas pelo El Niño em 2015/16. A segunda safra, que está sendo colhida, tende a atingir 66,7 milhões de toneladas, 63,5% acima do volume registrado na temporada anterior. A produção de verão, já colhida, ficou em 30,5 milhões de toneladas, aumento de 18,5%. As exportações de milho, segundo a estatal, chegarão a 28 milhões de toneladas, alta de 48,1%.

A Conab também ratificou o cenário de recuperação das produções de arroz e feijão do país em 2016/17. No caso do arroz, o crescimento previsto é de 16,3%, para 12,3 milhões de toneladas; no do feijão, de 33,5%, para 3,4 milhões.

Por Bettina Barros, Kauanna Navarro e Bruno Villas Bôas | De São Paulo e do Rio

Fonte : Valor