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SOJA – Condições climáticas favorecem soja gaúcha

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As primeiras lavouras precoces colhidas na região das Missões apresentam produtividade de 50 sacas por hectare

Os técnicos do serviço oficial de assistência técnica e extensão rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) em seu informe semanal relatam que as condições meteorológicas têm se mostrado favoráveis às lavouras de soja que se encontram na maioria em florescimento e formação do grão (80%).

Na avaliação dos técnicos, “o desenvolvimento das lavouras é vigoroso, nesse último período, em razão da regularidade de chuvas intercaladas com períodos de sol. Após alguns percalços em algumas áreas, a recuperação da cultura pode ser considerada muito boa”.

Segundo eles, a soja plantada na resteva do milho apresenta excelente desenvolvimento vegetativo. Nas Unidades de Referências Técnicas, o monitoramento de pragas continua registrando baixa pressão de lagartas e percevejos.

Mesmo com essa baixa pressão de pragas, dizem os técnicos, os agricultores estão realizando tratamentos principalmente para controlar percevejos, visto que essa praga começa a ser problema na fase de formação de vagens e os produtores não querem correr risco de possíveis perdas por percevejos.

Os técnicos observam que o percentual colhido até agora é ínfimo, abaixo de 1%, mas deve acelerar nos próximos dias, pois 5% das lavouras estão na fase de maduro e por colher, ante 25% na mesma época do ano passado e 16% da média para o período nos últimos cinco anos.

Na Região das Missões, em alguns municípios, como São Paulo das Missões, foram colhidas as primeiras lavouras do cedo, com produtividade de 50 sacas por hectare. No Alto Uruguai, também está iniciando a colheita da soja nas áreas com cultivares mais precoce e com plantio mais do cedo.

Eles observam que a comercialização continua lenta e foi mantida a tendência de leve queda nos preços. A cotação média nessa semana ficou em R$ 72,66/saca, reduzindo 1,12% em relação à anterior, mas acima dos R$ 63,14/saca da mesma época do ano passado. “Os negócios estão travados, compradores cautelosos e produtores retraídos, com o foco mantido na lavoura e na colheita que inicia”, dizem eles.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural