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Sob vaias, ministro confirma socorro

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Antônio Cruz/aBr / Antônio Cruz/aBr
O pacote divulgado pelo ministro Mendes Ribeiro Filho não foi de todo aceito pelos suinocultores presentes na audiência

O governo anunciou ontem o prometido pacote de socorro ao setor de suínos, que passa por uma crise com a disparada das cotações de milho e soja, e margens negativas. Agora já são 100 municípios produtores da Região Sul em situação de emergência.

Apesar da ajuda, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, foi vaiado ao comunicar as medidas no Senado, na presença de 150 suinocultores. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto, criticou a perda de mercados importantes, como Rússia, África do Sul e Argentina, e condenou a ação do governo dentro do país. "Não nos ajudou quando deveria. Os leilões de milho não aconteceram com o volume pedido", disse.

O pacote do governo prevê que o pagamento dos financiamentos contratados para investimento seja adiado por um ano após o vencimento da última parcela. Já as de custeio, que vencem em 2012, serão alongadas até janeiro de 2013. Foi autorizada ainda a criação de uma Linha Especial de Crédito (LEC) para a compra de leitões vivos ao preço de R$ 3,60 o quilo, com R$ 200 milhões disponíveis e juros estipulados em 5,5% ao ano.

Já anunciada no Plano de Safra 2012/13, a linha para a retenção de matrizes, com R$ 1,2 milhão de teto por produtor, foi ampliada para R$ 2 milhões com o prazo de pagamento em até dois anos e juros de 5,5% ao ano.

Durante a audiência, foi anunciada uma linha de crédito para quitar dívidas realizadas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas, tradings e fornecedores de insumos. O valor máximo por produtor não foi estabelecido, mas os juros serão de 5,5% ao ano, o prazo de pagamento será de cinco anos, e a primeira parcela será paga apenas um ano após a tomada do recurso.

O ministro afirmou que o governo estuda incluir a carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), a R$ 2,30 o quilo do animal vivo. A medida valeria para o produto originário da Região Sul e com limite de 50 mil toneladas para cooperativas e agroindústrias que adquirissem o produto diretamente de produtores independentes, os mais afetados pela crise.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília