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Senado tem hoje 25% de suplentes

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No Rio Grande do Sul, coligações apostam em candidatos à suplência com trajetória política

Fernanda Nascimento

O voto para senador pode ser um verdadeiro quebra-cabeças para o eleitor. Em vez dos quatro anos de mandato dos demais cargos eletivos, ao se elegerem, os senadores garantem uma cadeira no Congresso Nacional por oito anos. A escolha dos três representantes estaduais também é distinta e acontece alternadamente: dois senadores em uma eleição geral e um senador na seguinte.
Mas a principal diferença são os suplentes. Em caso de afastamento, ao contrário dos demais cargos eletivos parlamentares, o suplente que assume não é o candidato que recebeu menos votos do que o candidato eleito, mas um dos integrantes da chapa do vencedor. O resultado é que, atualmente, 25% do Senado é composto por políticos que não receberam nenhum voto nominal.
Uma das grandes reclamações sobre os suplentes é de que muitos são desconhecidos do público – vários nunca disputaram um cargo eletivo. Nas eleições de 2014, muitos partidos têm apostado em nomes reconhecidos do público também para a suplência ao Senado para conquistar a única vaga em disputa neste pleito. Um dos casos é do primeiro suplente de Pedro Simon (PMDB), o professor universitário que já foi vice-governador Antônio Hohlfeldt (PMDB). O suplente da candidata Simone Leite (PP) também tem uma trajetória política extensa: Luiz Schenkel (PSDB) foi prefeito de Picada Café e Nova Petrópolis por dois mandatos em cada cidade.
Dentre as coligações que aparecem em destaque nas pesquisas de intenção de voto, os primeiros suplentes já disputaram cargos eletivos e, coincidentemente, também foram eleitos suplentes: Carlinhos Vargas (PTB), da chapa encabeçada por Olívio Dutra (PT), na Assembleia Legislativa, e Christopher Goulart (PDT), da coligação de Lasier Martins (PDT), na Câmara Municipal de Porto Alegre.
Nas coligações que aparecem na parte inferior das pesquisas eleitorais, os suplentes são mais desconhecidos: Abel Moraes (PSTU), da coligação de Julio Flores (PSTU), disputou apenas o cargo de vice-prefeito em Canoas, em 2012, e acabou derrotado.
Já Valdemar Riva (PMN) e José Maria Duarte Peixoto (PRP) nunca disputaram uma eleição. Os dois integram as chapas de Ciro Machado (PMN) e Rubens Goldenberg (PRP), respectivamente.

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Fonte: Jornal do Comércio |