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Semiárido terá R$ 7 bi na temporada 2013/14

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Roberto Stuckert Filho/PR / Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff durante evento de lançamento do Plano Safra do Semiárido, realizado ontem em Salvador

O governo federal apresentou ontem o primeiro plano agrícola e pecuário voltado exclusivamente para a região do Semiárido. Ao todo, o pacote prevê a destinação de R$ 7 bilhões em linhas de crédito com juros de 1% a 4,5% ao ano, além de garantias de preço, seguro de renda e assistência técnica. Os recursos fazem parte dos R$ 157 bilhões que o governo já havia anunciado para financiar a safra dos agricultores empresariais e familiares em 2013/14.

As medidas foram detalhadas pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em Salvador. O evento, que teve a presença da presidente Dilma Rousseff, foi marcado pela entrega de 323 máquinas retroescavadeiras e motoniveladoras a 269 municípios da Bahia.

Pepe Vargas informou que a maior parte dos recursos, R$ 4 bilhões, será destinada ao financiamento de pequenos agricultores. Grandes e médios terão R$ 3 bilhões à disposição. "Queremos recuperar cultivos regionais perdidos, como a mandioca, e também os rebanhos perdidos com a seca", disse. Segundo ele, o Plano Safra do Semiárido vai beneficiar 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários.

As condições de financiamento dos produtores da região serão diferenciados do resto do Brasil. Para os agricultores familiares, as taxas cobradas nas linhas de custeio cairão de 1,5% a 3,5% para 1% a 3%, a depender do valor contratado. Nas linhas para investimento, os juros oscilam entre 1% e 1,5% ao ano, ante uma faixa anterior de 0,5% a 2%. No caso dos produtores médios, a taxa nas linhas de custeio cai de 4,5% para 4%. Nas de investimento, permanece em 2%. Para os grandes, a taxa do crédito para custeio cai de 5,5% para 5%, e a de investimento se mantém em 3,5%.

Os empréstimos para investimentos com taxas reduzidas deverão financiar infraestruturas produtivas adequadas à realidade da região, como barragens, cisternas, poços e reservatórios de alimentos para animais, além da recomposição de rebanhos e investimentos em culturas relevantes para a região, como mandioca, feijão e fruticultura.

Afora os R$ 7 bilhões em linhas de crédito, o governo federal prevê gastar outros R$ 1,5 bilhão para estimular para a produção agropecuária no Semiárido nordestino. Do total, 1,35 bilhão devem ser destinados a compras governamentais de produtos da agricultura familiar.

Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 210 milhões na implantação de 20 mil cisternas para captação, armazenamento e manejo de água para a produção de alimentos no Semiárido.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso e Diogo Martins | De Brasília e Rio