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Sem acordo, votação da MP é adiada

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 Temor é que demora na apreciação faça com que a MP 571 caduque<br /><b>Crédito: </b>  gustavo lima / agência câmara / cp

Temor é que demora na apreciação faça com que a MP 571 caduque
Crédito: gustavo lima / agência câmara / cp

Por falta de quórum, a votação da medida provisória 571, que preenche as lacunas deixadas pelos vetos da presidente Dilma Rousseff ao Novo Código Florestal, foi adiada para o próximo dia 18. A bancada ruralista se recusou a participar da sessão sem o comprometimento do governo de que não haveria novos vetos. Diante do impasse iniciado após a aprovação de um texto na comissão mista da MP sem o aval do governo, parlamentares acreditam que a MP irá perder sua validade em 8 de outubro. "Não chegamos a um consenso porque a Dilma não quis", disse o deputado Jerônimo Goergen. "Já consideramos a MP caducada. Quem tem que reverter isso é o governo."
Já o petista Elvino Bohn Gass, presidente da comissão mista da MP, afirma que a "intransigência de uma minoria ruralista impôs uma derrota à agricultura familiar". Segundo o deputado, que admite o risco de a matéria expirar o prazo de votação, a "escadinha" irá desaparecer e todos os produtores terão que recompor a vegetação em Áreas de Preservação Permanente (APP) entre 30 e 50 metros. Para o campo, há o risco de aplicação de novas multas em APPs. O diretor do Greenpeace Sergio Leitão criticou a ausência de ministros na articulação da votação.

Fonte: Correio do Povo