Safra gaúcha de grãos fecha ciclo com expansão de 35,3%

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem os números do 12º levantamento de safra do período 2012/2013. No Rio Grande do Sul, a colheita de grãos fechou em 28,27 milhões de toneladas, 35,3% acima do ciclo anterior, que teve quebra por causa da estiagem e se encerrou em 20,88 milhões de toneladas. No Brasil, a companhia divulgou que a colheita total de grãos foi de 187,09 milhões de toneladas, 12,6% acima das 166,2 milhões de toneladas da safra 2011/2012.
Na soja, foi confirmado oficialmente o recorde de colheita na cultura, com 12,53 milhões de toneladas. No arroz, os números fecharam em 7,93 milhões de toneladas. E de milho, foram colhidas 5,38 milhões de toneladas. Esses números consolidam a segunda maior safra da história gaúcha, já que no período 2010/2011 foram colhidos 28,8 milhões de toneladas. “Retomamos o patamar produtivo do ciclo anterior à estiagem. Isso nos trouxe o recorde na soja, com um incremento superior a 10% de área plantada da cultura. Também tivemos excelentes índices de produtividade no arroz e mantivemos o bom nível produtivo do milho”, salienta o superintendente da Conab no Rio Grande do Sul, Glauto Melo.
O levantamento da companhia também atualizou os números do plantio do trigo no Estado, que já foi concluído pelos produtores. Houve incremento de área para 1,03 milhão de hectares, contra 976 mil hectares do período de 2012. Com isso, a previsão é de uma colheita de 2,5 milhões de toneladas do cereal, alta de 32,1% em relação à safra passada, que teve prejuízos por causa do clima. Segundo Melo, os preços alcançados pelo trigo estimularam os agricultores. “Além do preço, o quadro de oferta e demanda está apertado, e a quebra em outros mercados, inclusive no Paraná, com estimativa de prejuízo de 7% na safra, fizeram com que os produtores apostassem na cultura”, observa.
A partir dos levantamentos de outubro, a Conab começará a divulgar a intenção de plantio para a safra de grãos do ciclo 2013/2014.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior