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RUMO AO EXTERIOR | Exportações gaúchas sobem 31% no semestre

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Safra de grãos e período anterior fraco influenciam resultado até junho

Na contramão do Brasil, o Rio Grande do Sul registrou uma retomada das exportações no primeiro semestre. As vendas externas gaúchas chegaram a US$ 11,2 bilhões, o que representa avanço de 30,9% em relação a igual perío- do do ano passado. No Brasil, houve recuo de 2,4%.
Um dos motivos desse aumento das exportações estaduais foi a alta de 70,1% nos embarques de commodities agrícolas em razão da boa safra de grãos e da base de comparação baixa, consequência da seca no ano passado. Na indústria, os embarques dos primeiros seis meses do ano atingiram US$ 8,24 bilhões, crescimento de 21,8%. O desempenho foi puxado pelo registro, como exportação, de uma plataforma de petróleo e gás em junho, de US$ 1,627 bilhão.
– Se a operação referente à plataforma for desconsiderada, as exportações da indústria fechariam o primeiro semestre com queda de 2,2%, o que evidencia a permanência de um quadro de dificuldades para o segmento. A expectativa é de melhora ao longo do segundo semestre, na medida em que os novos contratos sejam fechados com uma taxa de câmbio mais desvalorizada, proporcionando maior rentabilidade – disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Heitor José Müller.
De um total de 25 segmentos industriais, 16 apresentaram elevação no valor exportado. Os expressivos resultados positivos ficaram por conta de materiais de transporte (16.430%), com o envio da plataforma de petróleo e gás para uma subsidiária da Petrobras no Exterior, veículos automotores, reboques e carrocerias (10,7%), com aumento nos pedidos da Argentina. As quedas acentuadas vieram de máquinas e equipamentos (-24%) e produtos alimentícios (-17,1%). A China ficou na primeira colocação entre os destinos dos produtos gaúchos. O Panamá garantiu a segunda posição, enquanto a Argentina ficou na terceira.
As importações totais cresceram 14,3%, totalizando US$ 7,91 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento de bens de capital teve o maior avanço (49,7%), o que pode indicar novo ciclo de investimentos no Estado, seguido por combustíveis e lubrificantes (27%).

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Fonte: Zero Hora