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RS tem 1° município em situação de emergência na suinocultura

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Vista Gaúcha, ao norte do estado, tem 58% da receita dependente da criação de suínos

por Agência Estado

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Suinocultores pleiteiam a introdução da proteína na política de preço mínimo para um valor entre R$ 2,30 e R$ 2,40. Hoje, o produtor recebe R$ 1,90 pelo quilo vivo do suíno

O município de Vista Gaúcha, no norte do Rio Grande do Sul, é o primeiro a decretar situação de emergência em virtude da crise da suinocultura. Segundo o prefeito da cidade, Claudemir Locatelli, 58% da receita do município de pouco mais de 2 mil habitantes vem da criação de suínos em fazendas de 122 produtores. Para o prefeito, a medida é política e pretende chamar a atenção dos governos estadual e federal para a necessidade de apoio ao setor. "Estamos pedindo o oferecimento de milho subsidiado, que ainda não chegou aqui, além de refinanciamento da dívida e criação de um mercado consumidor", disse Locatelli.
A expectativa é de que outros municípios gaúchos também decretem emergência ainda nesta semana, incluindo Pinhal,Rodeio Bonito e Nova Candelária. Da mesma forma que emSanta Catarina, onde 20 municípios entre o sul e o extremo oeste decretaram emergência. A Defesa Civil ainda não homologou o pedido.
Na próxima quinta-feira (12/7), os produtores de suínos realizarão um ato público em Brasília para pedir apoio doMinistério da Agricultura. Um dos pedidos é a inclusão da proteína na política de preço mínimo para um valor entre R$ 2,30 e R$ 2,40. Hoje o suinocultor recebe R$ 1,90 pelo quilo vivo do suíno – os custos de produção chegam R$ 2,60.

Fonte: Globo Rural