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Risco de paralisação dos caminhoneiros pode comprometer abastecimento

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Categoria articula interrupção das entregas em todo o país a partir desta quarta-feira

por Globo Rural On-line

Ernesto de Souza

Caminhoneiros alegam que concorrência desleal, causada pelo aumento de empresas no mercado, teria defasado os fretes (Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo)

O anúncio de paralisação das atividades doscaminhoneiros, motoristas empregados, autônomos, membros de empresas e cooperativas de transporte a partir desta quarta-feira (25/7) pode comprometer oabastecimento de produtos em todo o país.
Na semana passada, a categoria publicou a decisão de interromper as atividades em uma nota no site Movimento União Brasil Caminhoneiro, criado pelo setor para divulgar informações sobre a paralisação.
O setor reclama que "encontra-se num beco sem saída" devido às alterações feitas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na Lei 11442/07, através da Resolução 3056/09, que favoreceu a inclusão de centenas de milhares de transportadores no mercado de frete. Segundo a categoria, isso teria provocado "uma absurda concorrência desleal e ilegal e que ocasionou os fretesextremamente defasados, abaixo dos custos operacionais, e conduziu o setor a uma dependência e domínio de grandes embarcadores que passaram a ditar as regras, impondo esses valores de fretes".
Na nota, a liderança do movimento convoca todos do setor a paralisarem "a circulação dos seus veículos e mantê-los parados até que a ANTT atenda e publique" os oito itens propostos pela categoria que constam na pauta de reivindicações.
A administração do movimento não tem dados sobre a adesão à paralisação.
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de São Paulo (Sindicam-SP) disse que a entidade, assim como a Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Fetrabens) e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), não reconhece a legalidade da paralisação. A entidade também não negou nem confirmou a adesão dos seus associados na manifestação.
Um produtor da região sudoeste de São Paulo, que prefere não se identificar, disse à Globo Rural que pretende cancelar os fretes programados para esta quarta-feira, com receio de as mercadorias ficarem presas na estrada em meio à manifestação dos caminhoneiros.

Fonte: Globo Rural