Retração nas fábricas vem desde 2011

Apesar de, na média mensal de janeiro a agosto, o número de pessoas ocupadas dentro das fábricas de açúcar e etanol ter caído "apenas" 1,7%, com encolhimento de 1.368 empregados em relação aos mesmos oito meses de 2013, a retração vem ocorrendo ininterruptamente desde 2011.

Levantamento realizado pelo projeto de ocupação sucroalcooleira da Unesp de Jaboticabal (SP), com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostra que, desde 2011, quando a média mensal de trabalhadores com funções fabris atingiu seu auge no Centro-Sul, alcançando 106.805 pessoas, o número de ocupados na fábrica reduziu-se em 25.135. No mesmo período, a média mensal de trabalhadores em todas as funções sucroalcooleiras recuou 27.348.

Mas quando se exclui os "trabalhadores canavieiros" – ou seja, os que atuavam no corte e plantio manual da cana -, o saldo entre 2011 e 2013 é de aumento de empregos nas usinas, de 319.158 para 335.266. Isso devido ao maior número de pessoas empregadas na área administrativa (acréscimo na média mensal de 24.186) e em outras funções agrícolas ou não relacionadas à atividade-fim das usinas (aumento de 3.163).

Estatísticas divulgadas pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostram que, do total de 15 mil vagas fechadas em toda a indústria do Estado em agosto, 2.725 foram no setor de açúcar e etanol.

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo