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Relatório revê previsão da safra de soja dos EUA

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Levantamento do USDA traz previsão de alta para a produção do grão no Brasil, que pode chegar a 88 milhões de toneladas em 2014

O novo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu as estimativas para a safra de soja norte-americana. Os números foram revisados para baixo, e a expectativa é de que sejam colhidas 85,7 milhões de toneladas. No relatório de agosto, a colheita prevista era de 88,6 milhões de toneladas.
Houve redução também na estimativa de produtividade do grão, que caiu de 46,7 para 48,3 sacas por hectare. Ligeira queda também foi verificada no esmagamento, de 45,59 milhões para 45,05 milhões de toneladas. As exportações norte-americanas no mês também ficaram em baixa, de 37,69 milhões no mês para 37,29 milhões de toneladas. Os estoques finais também apresentaram queda, passando de 5,99 milhões de toneladas em agosto para 4,08 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo em que o relatório do USDA aponta quedas na safra de soja dos Estados Unidos, mostra evolução nos números para o grão nos países da América do Sul. Para o período 2013/2014, a expectativa é de uma colheita de 88 milhões de toneladas no Brasil – no relatório de agosto era de 85 milhões de toneladas – e a manutenção da safra da Argentina em 53,5 milhões de toneladas. Com isso, se confirmada esta tendência, os brasileiros passariam a ser os maiores produtores mundiais da oleaginosa.
As especulações de mercado se dão devido às previsões climáticas desfavoráveis para os Estados Unidos, o que derrubaria a produção local. Para o analista de mercado da Capital Corretora, Farias Toigo, ainda é cedo para fazer uma análise de como os preços vão se comportar no futuro, pois ainda é preciso ficar de olho no tempo tanto no território norte-americano quanto na América do Sul. O mercado deve realizar lucros. Temos números que podem trazer uma pressão mais na frente, mas os fundamentos são bons até o momento”, avalia.
Já a produção norte-americana de milho apresentou alta na projeção de setembro ante os números de agosto, fechando em 351,64 milhões de toneladas contra 349,6 milhões de toneladas do levantamento do mês anterior. Os estoques e a produtividade também tiveram elevação, para 47,11 milhões de toneladas e 164,05 sacas por hectare, respectivamente. Para as exportações e o uso do grão para o etanol, os números foram mantidos em relação a agosto, com 31,12 milhões de toneladas embarcadas e 124,47 milhões de toneladas destinadas para o combustível. Para o Brasil, o USDA estima uma colheita de 72 milhões de toneladas.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior