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Área semeada de arroz deve ficar estável

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Representantes do Irga concederam coletiva de imptensa na Expointer

Representantes do Irga concederam coletiva de imptensa na Expointer

A área semeada de arroz no Rio Grande do Sul deve se manter estável, com crescimento de 0,11%. A projeção é de que os produtores gaúchos semeiem 1.121.399 hectares na safra 2014/2015. A possibilidade, atualmente em 60%, de ocorrência de El Niño é vista como responsável pelo baixo crescimento. Em contrapartida, o mercado é apontado como estável, e os recursos hídricos estão em capacidade plena. As informações foram divulgadas ontem pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O presidente do Irga, Claudio Pereira, considera os números positivos para garantir a estabilidade da oferta e, com isso, dos preços. “O cenário é favorável ao valor pago ao produtor por causa dos baixos estoques de passagem, tanto do governo federal quanto da iniciativa privada”, destacou. A única preocupação, segundo Pereira, é a ocorrência de chuvas continuas no período de outubro e novembro, quando ocorre a semeadura. “Se isso ocorrer, podemos ter atraso de plantio e queda de produtividade. Mas, por outro lado, podemos nos beneficiar da possibilidade de chuva irregular acumulada em períodos curtos”, completa.

Mesmo com as incertezas em relação ao clima, a expectativa é de retomada da produtividade em um patamar próximo aos 7,6 mil quilos por hectare. A capacidade dos mananciais, tanto de barragens e açudes, quanto a captação direta de rios e arroios é de 100% em todas as regiões. Além disso, as boas condições do tempo nos últimos dias aceleraram os trabalhos no campo, garantindo que praticamente 50% solo esteja preparado. Dessa forma, a semeadura pode ocorrer no período preferencial, que inicia nos primeiros dias de setembro, dependendo da região. A Fronteira-Oeste e a Planície Costeira Externa, por exemplo, têm, respectivamente, 79% e 55% da área pronta.

Serão cultivados 320.649 hectares de soja em rotação, aumento de 5,83% em relação ao ano passado. De acordo com Pereira, a técnica, viabilizada nos últimos anos, é essencial para conter a pressão da venda do arroz na época da colheita, aguardando melhores preços no segundo semestre caso necessário. “A variação dessas culturas está permitindo que o produtor diminua a superoferta que tinha em safras anteriores por conta do período de colheita. Por isso, deve ser o terceiro ano com esse cenário de preços saudáveis ao produtor”, explica. 

Fonte: Jornal do Comércio | Luiz Eduardo Kochhann

MARCOS NAGELSTEIN/JC