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Quebra na safra de grãos no Rio Grande do Sul também prejudica transporte de fertilizantes

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Sem carga para fazer parte do percurso, caminhoneiros estão parados no norte do Estado

Julieta Amaral | Rio Grande (RS)

Marcos Porto

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Para evitar prejuízos, os caminhoneiros ficam parados no norte do RS, e a indústria de ferlilizantes não consegue cumprir os prazos de entrega do produto

A indústria de fertilizantes depende do escoamento da safra de grãos para transportar o adubo. Todos os anos, os caminhões vão do norte do Rio Grande do Sul carregados com grãos, deixam no Porto de Rio Grande e levam os fertilizantes. Entretanto, com a quebra na safra de soja no Estado, não há produto para transportar. Para evitar prejuízos, os caminhoneiros ficam parados no norte, e a indústria de ferlilizantes não consegue cumprir os prazos de entrega do produto.

Em uma empresa que transporta adubo para municípios do norte do RS, a produção está em ritmo acelerado, mas o número de caminhões para fazer o frete reduziu de 120 para 80. A solução encontrada foi pagar pelo trecho que o veículo roda vazio. Um custo que chega a R$ 1,6 mil.

O cerealista Emeri Eugênio Tonial, de Passo Fundo, usa frota própria para garantir fertilizantes. Mesmo assim, sofre com o prejuízo.

– Nós tivemos alta no diesel, descer vazio também tem um custo maior. Tudo isso vai somando. Felizmente, muitos produtores tiveram bons preços no mês de maio e junho – diz Tonial.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr