Quase 200 famílias ligadas ao MST invadem fazenda e alegam ameaças

 

Dono da fazenda fez ameaças aos trabalhadores, segundo lideranças.
Invasão ocorreu na madrugada desta segunda-feira, em Rondonópolis (MT).

Integrantes do Movimento Sem-Terra montam barracas em fazenda (Foto: Antônio Ferreira/ MST)

Integrantes do Movimento Sem-Terra montam barracas em fazenda (Foto: Antônio Ferreira/ MST)

Pelo menos 180 famílias ligadas ao Movimento Sem-Terra (MST) invadiram uma fazenda localizada no município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, na madrugada desta segunda-feira (24). O proprietário da área chamou a polícia. A Polícia Militar foi até o local, mas não houve confronto.

"As famílias entraram na fazenda às 5h e, por volta de 7h, o proprietário da fazenda foi ao local junto com policiais militares. O fazendeiro estava muito alterado e fez ameaças de morte aos companheiros na frente da polícia, mas os policiais disseram que ele não deveria agir daquela forma", afirmou Idalice Nunes, uma das líderes do movimento.

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A fazenda ‘Vila Rica’ fica a aproximadamente 10 km do perímetro urbano de Rondonópolis. "A escolha da fazenda se deu por conta da localização, por ter água e porque no passado já existia um projeto para ser um assentamento", disse José Vieira, outro líder do movimento no estado.

As famílias viviam em um assentamento na localidade de Campo Limpo, a cerca de 5 km da fazenda invadida. Conforme a liderança, a polícia foi até a fazenda e pediram que as famílias deixassem a propriedade particular, mas houve resistência por parte dos sem-terra. Em seguida, a polícia deixou o local.

A fazenda tem aproximadamente 1.200 hectares. "Essas pessoas estavam desempregadas na cidade e querem a oportunidade de viver com dignidade", disse.

Conforme o MST, a fazenda é improdutiva e, por isso, deve ser destinada à reforma agrária. As famílias montaram acampamento no local.

Famílias montam acampamento em fazenda de propriedade particular (Foto: Antônio Ferreira/ MST)

Famílias montam acampamento em fazenda de propriedade particular (Foto: Antônio Ferreira/ MST)

Fonte : Globo