Qual irrigação ideal para sua lavoura?

Especialista explica que o método de irrigação depende da cultura e do tamanho da plantação

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O quadro Canal Rural Responde desta sexta, dia 14, mostra qual o tipo de irrigação é ideal para cada lavoura. O professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, Edson Matsura, explica que tudo depende da cultura e do tamanho da plantação. A irrigação pode ser localizada por aspersão de superfície ou subterrânea. Em áreas maiores, com culturas anuais, o sistema de irrigação por pivô central, que gira sobre a lavoura, é o mais comum. Já para propriedades menores, o professor diz que a irrigação por aspersão, com jatos de água fixos ou móveis, é a mais indicada por causa do custo benefício.

– Para áreas com até 10 hectares, acho mais adequado o sistema de aspersão convencional. No sentido de custo depende da topografia do terreno, onde vai ser a tomada de água e o ponto mais alto. São esses custos que vão dar um valor maior ou menor em relação à bomba – explica.

O empresário José Henrique Saravalli vende equipamentos para irrigação. Ele diz que o primeiro passo é saber quanta água está disponível e como levá-la até a lavoura.

– A água precisa vir através de um rio ou de um poço. E será necessário ter outorga e licenciamento ambiental. Depois é preciso analisar se a área é propícia, o que será plantado e espaçamento. Precisamos dessas informações para fazer o melhor projeto possível, com o melhor custo benefício – diz.

É importante fazer um balanço hídrico, ou seja, saber a quantidade certa de água para atender toda a plantação. Matsura diz que uma lavoura paulista precisa diariamente 250 metros cúbicos de água por hectare, em média.

Segundo o professor, o sistema de aspersão é o mais conhecido e o mais usado na agricultura, pois imita a chuva. O problema é que a água pode evaporar, escorrer e ser levada com o vento, e até mesmo ultrapassar as raízes quando há excesso de irrigação. Por isso, o sistema de gotejamento é bem mais eficiente.

Nesse método, a água cai direto no pé de cada planta. Esse sistema é bastante usado na cafeicultura e na fruticultura. De acordo com o professor, é possível aproveitar 95% da água se a mangueira passar por baixo da terra, aproveitamento chega a 100% em alguns casos.

– A aplicação de água é por meio de um gotejador vai usar até cinco litros por hora. Já o sistema de aspersão utiliza 500 mil litros por hora. Outro fator importante é que a irrigação localizada. Por causa da crise hídrica, cada gota é importante – conclui.

Fonte : Canal Rural