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Proposta de renegociação de dívidas frustra produtores

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Banco do Brasil oferece um prazo de até dez anos para que o produtor quite sua pendência.

A proposta de renegociação de dívidas com o Banco do Brasil apresentada aos produtores de Mato Grosso não entusiasmou o setor. Uma das preocupações é a restrição do limite de crédito após a adesão ao plano.

O encontro entre diretores da entidade e lideranças da classe produtora do Estado consistiu em uma conversa amistosa, mas cheia de questionamentos. Na ocasião, foi apresentada uma alternativa para renegociar dívidas com a instituição.

Utilizando recursos próprios, o banco oferece um prazo de até dez anos para que o produtor quite sua pendência. A entrada estipulada rimonabant purchase é de 20%. Outros 20% do montante podem ser pagos em um período de cinco anos. Já os 60% restantes da dívida devem ser quitados nos cinco anos finais do contrato.

— Primamos sempre por negociar, não há interesse nenhum em ajuizar. Ajuizar faz parte de um processo de cobrança, mas o que estamos fazendo aqui em MT e no país inteiro, é chamar os produtores e apresentar e resolver o problema em esfera negocial. Entre 10 e 21 de agosto, selecionamos produtores em MT junto com a Famato. Disponibilizamos esta nova linha de crédito para negociar até 10 anos — disse o gerente executivo da Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais do Banco do Brasil, Rogério Bressan.

Entretanto, a renegociação não é aberta a todos. Podem aderir ao plano apenas aqueles que possuem dívidas acima de R$ 200 mil vencidas há mais de seis meses. Também é levada em conta a capacidade de renda. As condições limitam a proposta a cerca de 700 produtores, que juntos devem aproximadamente R$ 600 milhões ao banco.

De acordo com a instituição, pelo menos 340 produtores manifestaram interesse no acordo. A principal dúvida do setor é a concessão de novos financiamentos, que estará condicionada a uma matemática cheia de números, com cálculos bastante detalhistas.

— O banco tem critério de atualização de dívidas, onde usamos um coeficiente que é CDI mais 0,5%. Está previsto de você corrigir a dívida do vencimento até o dia da repactuação em IRP mais 1%. Se este IRP mais 1% ficar igual ou superior ao CDI mais 0,5%, o produtor rural continua tendo acesso a créditos, não tem nenhuma restrição cadastral impeditiva de novos créditos. Se esta correção ficar abaixo de CDI mais 0,5%, é anotada no cadastro dele uma restrição para novos créditos e aí, ele acertando esta diferença, poderá ter acesso a novos créditos no futuro — completou Bressan.

Na avaliação da Famato a iniciativa do banco é positiva, já que sinaliza a possibilidade da abertura de novas negociações. Entretanto, não atende completamente ao setor.

— O que seria ideal é que fizesse uma renegociação com prazo de 10 anos e após isso pudesse pegar novos financiamentos no Banco do Brasil, sem restrições. Acho que a taxa não é ideal, é igual a de novos financiamentos. Mas acho que se paga 100% não deve ficar mais com restrição. Senão ele paga a conta e continua com restrição. Não sei porque continua com restrição. A restrição tem que cair — disse o diretor de relações institucionais da Famato, Rogério Romanini.

É justamente a restrição de crédito que preocupa a maioria dos agricultores. Inclusive aqueles que estão em dia com a instituição.

— O BB tem que viabilizar este tipo de negociação. É necessário que BB faça algo diferente tem que abaixar taxas de juros, prorrogar para oito, 10 anos. Mas enfatiza que o banco não pode esquecer quem pagou todas as contas. Quem pagou as contas está com limite menor de credito do que quando ele fez os primeiros empréstimos. Diz que é preciso rever esta situação — comentou o produtor rural Milton Garbugio.

O Banco do Brasil não estipulou um prazo para que os produtores comuniquem o interesse de aderir à renegociação, mas vale lembrar que o próximo dia 30 é a data limite para que os agricultores inadimplentes evitem o ajuizamento das dívidas com a instituição.

pharmacy online without prescription align=”justify”>Fonte: Canal Rural