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Pronaf faz a diferença na produção de bananas na Bahia

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Vista aérea da plantação de banana em Bom Jesus da Lapa, no semiárido da Bahia

Um dos símbolos da identidade brasileira, a banana é um alimento que representa muito bem a riqueza da nossa agricultura familiar. Tema de músicas e filmes, a fruta é um dos alimentos mais consumidos por habitantes que vivem nos quatro cantos do país. Altamente nutritiva e fornecedora de energia, a banana é plantada em diferentes regiões brasileiras, porém é no estado da Bahia que tal produção se destaca. As lavouras de banana no estado representam 21% da produção nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na última safra (2016/2017), os agricultores familiares baianos foram os que mais acessaram financiamentos nas operações de crédito rural para investimento em bananas, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os dados da Matriz de Dados do Crédito Rural (MCR), na linha de investimento, indicam um aumento de 90% no número de contratos do Pronaf e de 52% no valor dos financiamentos em relação à safra anterior.

De acordo com a coordenação-geral de financiamento à produção rural do Pronaf, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), um dos focos do Pronaf é estimular a produção de itens que compõem a cesta de alimentos e, assim, gerar consequências positivas, como o aumento na qualidade da produção e a influência no controle da inflação. E os números têm mostrado bons resultados nesse sentido, como explica José Henrique da Silva, coordenador-geral de financiamento à produção rural: “Com o objetivo de ampliar o protagonismo da agricultura familiar, criamos uma lista de produtos cuja produção é financiada com a taxa de juros de apenas 2,5 % ao ano. São os principais alimentos que chegam à mesa dos brasileiros diariamente”, enfatiza.

Olha a banana!

Em uma imensidão de área verde, com mais de 8 mil hectares de plantação de bananas dos tipos prata e nanica, Bom Jesus da Lapa, no semiárido da Bahia, é considerado hoje, o maior município produtor de bananas do país. Todo ano saem de lá em torno de 170 mil toneladas por meio do Projeto Formoso, perímetro irrigado construído pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

O Distrito de Irrigação do Formoso (DIF) é responsável pela administração do projeto, composto por mais de 1 mil associados, sendo a maior parte oriunda da agricultura familiar. Boa parte deles recebe incentivos do Pronaf. Os produtores utilizam um método interessante para alcançar a qualidade conseguida nas frutas: colocam sacos plásticos nos cachos quando eles ainda estão nos pés para proteger as bananas de pragas, excesso de chuvas, vento e principalmente do sol forte.

Depois da colheita, os agricultores têm uma missão: encaixotar e exportar a fruta para 10 estados e o Distrito Federal. Diariamente, cerca de 15 caminhões de bananas são distribuídas, um total de 180 toneladas da fruta.     

Maria Jasier da Silva, de 35 anos, é associada do DIF e umas das responsáveis pela produção da fruta em Bom Jesus da Lapa. Ela está há quase dois anos no plantio de banana prata e fez investimentos em sua propriedade por meio do Pronaf. Atualmente, ela participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e conta com orgulho que o crédito do Pronaf expandiu o faturamento. “Na zona rural não temos muitas opções de investimento e o Pronaf foi uma grande oportunidade para construir aquilo que estava apenas no papel”, comemora.   

Produção

Clima quente e muita água são os principais fatores que influenciam na plantação da banana, de acordo com Antônio Márcio Rodrigues, presidente do conselho administrativo do Distrito de Irrigação. Ele explica que a temperatura de 38º do estado é fundamental no sucesso do plantio e que 70% da área é irrigada com água do Rio Corrente, afluente do São Francisco, através de microaspersão e pulverização (que reduz o uso da água).

Em tempos de racionamento, Antônio explica que estão sendo pensadas novas estratégias nesse sentido. “A irrigação é feita duas vezes por dia e temos dois bombeamentos que distribuem água nos canais para não haver desperdício. Já estamos pensando em usar, por exemplo, gotejamentos como uma das formas de racionar o uso da água em todas as plantações”, explica.

A cooperativa atualmente gera em torno de 12 mil empregos diretos 18 mil indiretos, beneficiando 30 mil famílias que sobrevivem da produção da banana.

Saiba mais sobre o Pronaf aqui.

Marília Fidélis
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Codevasf/Arquivo

Fonte : Mda