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Projeto quer desenvolver agricultura no entorno da usina de Jirau

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Iniciativa da Embrapa Rondônia e ESBR vai proporcionar suporte tecnológico para o cultivo de arroz, feijão e outras culturas

por Globo Rural On-line

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A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária daUsina Hidrelétrica Jirau, e a Embrapa Rondônia lançaram o projeto “Feijão com Arroz”, visando proporcionar suporte tecnológico para o cultivo de arroz, feijão e outras culturas alimentares na área de abrangência do reservatório da Usina, assim como a produção de fruteiras irrigadas.
O convênio, no valor de R$ 4,5 milhões e que será desenvolvido no período de cinco anos, foi assinado na última sexta-feira (16/12). Uma das finalidades é avaliar o potencial de utilização agrícola e a viabilidade econômica de exploração da área do reservatório da usina, onde o nível de água varia de acordo com os períodos de cheia e seca doRio Madeira, para a produção de culturas alimentares de ciclo curto.
Para os organizadores, a parceria é uma oportunidade de colaborar com as comunidades ribeirinhas visando o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a renda, aumentar as oportunidades de trabalho e garantir a segurança alimentar.
Segundo o chefe de pesquisa da Embrapa Rondônia, Victor Souza, o projeto deve ser iniciado em março de 2012 com as atividades de fruticultura irrigada, na área de terras altas. Nesse local, serão desenvolvidos sistemas de produção com as culturas de abacaxi, mamão, banana, maracujá e açaí. “Já na área deplecionável, as atividades de pesquisa serão realizadas no período de julho a dezembro, com arroz, feijão, caupi (feijão de corda) e outras culturas alimentares”, explica.
Ele diz ainda que, apesar de apresentar grande potencial, Rondônia não tem alcançado a produção desejada de frutas tropicais. No caso da banana, por exemplo, na última década, o estado passou de exportador a importador do produto. Com o projeto pretende-se viabilizar a produção de cultivares tradicionais de banana (maçã, prata e comprida) que são as preferidas pelos consumidores locais.

Usina

Vistorias técnicas realizadas até o momento por técnicos da ESBR e empresas contratadas apontam que, dos 13 mil hectares de área de margem do reservatório que irão deplecionar periodicamente por necessidades operacionais da Usina, cerca de seis mil hectares podem apresentar potencial agrícola e econômico para o cultivo com lavouras alimentares.
A Usina Hidrelétrica Jirau vai operar na cota máxima de 90 metros no período de cheia do Rio Madeira, sendo que na época de estiagem, que se estende pelos meses de julho a novembro, o nível da água deverá variar entre 82,5 e 85 metros. O trecho com potencial de uso para agricultura, que se forma nesse período, fica à margem direita do rio Madeira e vai do eixo da barragem, na Ilha do Padre, até as proximidades da antiga sede do distrito de Mutum Paraná.

Fonte: Globo Rural