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Programa ABC ainda é pouco demandado

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Fonte: Correio do Povo

Produtor desconhece linha que disponibiliza R$ 3,150 bilhões em 2011/12

Tratamento de resíduos está inserido no esforço para reduzir emissões<br /><b>Crédito: </b> saulo roberto de vargas / cp memória

Tratamento de resíduos está inserido no esforço para reduzir emissões
Crédito: saulo roberto de vargas / cp memória

Lançado há um ano e meio, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) ainda não deslanchou, apesar de oferecer a segunda menor taxa de juro do mercado (5,5% ao ano). O principal obstáculo é a falta de conhecimento sobre a iniciativa, cujo teto de financiamento para que produtores e cooperativas adotem técnicas agrícolas sustentáveis é de R$ 1 milhão, com prazo para pagamento de até 15 anos. O ABC tem previstos R$ 3,150 bilhões para esta safra. Para sensibilizar o agronegócio do Estado, o Mapa vai realizar seminário no final de novembro. Também está nos planos da Pasta nomear, por meio de portaria, um gestor para o RS, segundo o coordenador estadual do ABC, Ricardo Furtado.
O Banco do Brasil – responsável por 60% da carteira de crédito agrícola do país – liberou apenas cinco operações em 2010, quando o ABC foi criado. Em 2011, receberam o aval 58 pedidos, totalizando R$ 16 milhões, sendo 20 no RS. Mas o número ainda é considerado pequeno diante da importância do programa. Com 70 propostas em análise no Estado (R$ 15 milhões), a meta do banco é encerrar o ano com R$ 100 milhões liberados. "É um projeto fantástico, com juro baixo e prazo adequado, mas o grande problema é a falta de conhecimento", avalia o gerente de Mercado do Agronegócio do BB, João Paulo Comerlato.
METAS DAS LINHAS DE FINANCIAMENTO DO ABC
Plantio direto na palha: ampliar de 25 milhões de ha para 33 milhões de ha. Redução de CO2: de 16 milhões a 20 milhões de toneladas;
Recuperação de áreas degradadas: restaurar 15 milhões de hectares. Redução de CO2: de 83 milhões a 104 milhões de t;
Integração lavoura-pecuária-floresta: aumentar a utilização do sistema em 4 milhões de ha. Redução de CO2: 18 milhões a 22 milhões de t;
Plantio de florestas comerciais: ampliar de 6 milhões de ha para 9 milhões de ha a área de florestas de eucalipto e de pinus;
Fixação biológica de nitrogênio: incrementar o método na produção de 5,5 milhões de ha. Redução de CO2: 10 milhões de t;
Tratamento de resíduos: tratar 4,4 milhões de m de resíduos de criações animais. Redução de CO2: 6,9 milhões de t.