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Produtores do MT visitam "cinturão" de milho dos EUA e conferem perdas

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Comitiva da Aprosoja conversaram com autoridades americanas sobre os problemas com a estiagem

por Globo Rural On-line

Editora Globo

A genética das sementes garantiu o mínimo de produtividade nas lavouras de miho nos Estados Unidos

Em visita aos Estados Unidos, no "Intercâmbio da Soja", promovido pela Aprosoja, produtores rurais do Mato Grossoque formavam a comitiva da entidade conferiram as perdas dos produtores norte-americanos devido à seca que assolou as lavouras nos últimos meses. Os produtoresbrasileiros tiveram a oportunidade de conversar com o secretário de Agricultura de Iowa, Bill Northey, que confirmou a redução de produtividade das lavouras de milho.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que as lavouras vão render uma média de 140 bushels por acre (medida americana), convertido à medida usada no Brasil equivale à 147 sacas por hectare. Segundo o secretário de Iowa, na safrapassada, os Estados Unidos tiveram uma média de produtividade nas lavouras de milho de 170 bushels por acre ou 178 sacas por hectare.
Ainda de acordo com Northey, a perda não será maior porque, entre outras coisas, a genética das sementes garantiu o mínimo de produtividade. Na última estiagem como a que assolou o país este ano, em 1988, os produtores colheram cerca de 80 bushels por acre.
O secretário disse ainda que 90% dos produtores norte-americanos estão assegurados, com um seguro que custa US$ 40 por acre.
O seguro agrícola também garantiu que os expositores da Farm Progress Show, feira dinâmica de tecnologia agrícola mais conhecida no mundo, não tivessem reduções na comercialização das máquinas.
Etanol
O secretário Bill Northey também comentou sobre a política norte-americana de etanol. Alguns governadores americanos solicitaram ao governo federal modificações na lei, que obriga a mistura de 10% a 15% de etanol àgasolina.
A princípio, os Estados Unidos previam uma produtividade recorde de milho, o que derrubaria o preço. No entanto, após os resultados da seca nos Estados Unidos, a prioridade de utilização do cereal deve ser para atender a outros setores, como a indústria de alimentos.
A decisão será tomada em novembro, depois das eleições presidenciais e da colheita.

Fonte: Globo Rural