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Produtores debatem o manejo adequado de fertilizantes e corretivos em lavouras

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Assunto foi tema do último debate do II Congresso Sul- Americano de Agricultura de Precisão

Cristiane Viegas | Não-Me-Toque (RS)

Divulgação/Sxc

Foto: Divulgação/Sxc

Especialistas dizem que produtores precisam interpretar corretamente os solos, as plantas e aliar técnicas de manejo à tecnologia de precisão

No último dia do II Congresso Sul- Americano de Agricultura de Precisão, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, os produtores trocaram experiências e debateram sobre a necessidade do manejo adequado de fertilizantes e corretivos nas lavouras do país.
Os produtores sonham em levar para casa equipamentos robustos e modernos. O agricultor Matheus Lognin, diz que as máquinas são instrumentos para alcançar o desejo de produzir mais.  
– Quero conseguir alta produtividade, inovar em tecnologia para buscar a produtividade – enfatizou Lognin.
Todo o produtor rural quer tirar o máximo de produtividade das lavouras, sem ter custos exorbitantes. Para chegar a essa eficiência, especialistas apontam que são necessários um conjunto de ações: interpretar corretamente os solos, as plantas e aliar técnicas de manejo à tecnologia de precisão.
– Ele poderia estar potencializando mais os recursos se ele conhecesse melhor o solo, pois ele saberia, por exemplo, onde colocar uma variedade de soja, que tem determinadas características para se adaptar – explica o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Marques Júnior.

Os desafios foram lançados por especialistas do Brasil e exterior. O pesquisador argentino, José Luis Costa esteve no evento para ensinar novas técnicas de uso de condução de energia na agricultura de precisão. O êxito do país vizinho na definição de zonas de manejo serve de exemplo para o Brasil.

– Já temos ferramentas como medição da condução elétrica aparente, utilização de topografia, através de sistemas de GPS precisos, e temos um mapa do rendimento, isso acompanhado com  um rastreio do solo em forma de extratos, que nos permite diferenciar as áreas e tendo isso fica mais fácil tomar decisões – disse o pesquisador.
As novas possibilidades de nutrição das plantas também foram apresentadas no evento. De acordo com o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Henrique de Cerqueira Luz, o Brasil já avançou no desenvolvimento de equipamentos de precisão para a distribuição de fertilizantes e corretivos para o solo, mas faz um alerta.  
– No que diz respeito à eletrônica, embarcada nas máquinas, taxa variável, mapas georreferenciados. Porém, a precisão na distribuição deve ser sempre o alvo dos produtores. Não garante uniformidade, sempre estejam avaliando os perfis de distribuição – sinaliza.

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Fonte: Rurabr