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Produtores da região serrana buscam certificação orgânica

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Proprietários de Nova Friburgo criam associação para regularizar diferentes cultivos sustentáveis; registro confere maior valor agregado para os produtos

Hortaliças estão entre as culturas sustentáveis que almejam a certificação da Associação de Agricultores Biológicos do  Rio de Janeiro

Hortaliças estão entre as culturas sustentáveis que almejam a certificação da Associação de Agricultores Biológicos do Rio de Janeiro
Foto: Fotos/Governo RJ

Rio de Janeiro – A produção de orgânicos se expande cada vez mais no interior. Depois de cafeicultores do noroeste fluminense, agora são os agricultores da serra que se mobilizam em busca de certificação.

No total, 12 produtores da região de Nova Friburgo entraram com processo de registro orgânico junto à Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio). A entidade fará as visitas de inspeção já nos próximos meses e a previsão é que a certificação saia até o fim do ano.

Oriundos de propriedades de Amparo, Alto Schuenk, Macaé de Cima, Conselheiro Paulino, Jardim Ouro Preto, Mury, Campo do Coelho e São Lourenço, eles formaram o grupo Biodiversos Orgânicos de Nova Friburgo. Entre os produtos estão temperos, hortaliças, shiitake, cenoura, caqui, laranja, tangerina, figo, limão, banana, pera, milho e batata.

Os produtores optaram pelo processo de Sistema Participativo de Garantia (SPG), cuja certificação é obtida por meio de um Organismo Participativo de Avaliação da Qualidade Orgânica (OPAC). Neste processo de regularização, os agricultores têm de participar ativamente do grupo e realizar reuniões conforme a quantidade de associados – já foram realizadas três reuniões.

Ao mesmo tempo, o grupo precisa garantir a qualidade orgânica dos produtos de seus associados. Neste caso, todos os integrantes devem tomar conta das culturas envolvidas, já que, em caso de irregularidades ou fraude que não forem corrigidas, a associação é responsabilizada e pode ter o registro suspenso.

Confiança

Flávio Stern pratica agricultura orgânica na região há oito anos. Dono de um restaurante vegetariano em Mury, ele mantém uma horta de onde colhe os produtos que são servidos no estabelecimento, entre eles alface, salsinha, cebolinha, repolho, jiló e taioba. Para ele, a certificação é o caminho para agregar valor aos produtos e para passar qualidade e confiança ao cliente para os clientes.

"Através da certificação, o consumidor tem como saber a procedência e real forma de cultivo daquilo que ele está consumindo ou adquirindo. Para mim, todos os produtos só poderiam ser considerados de procedência orgânica com o certificado. Isso estimularia ainda mais essa prática de consumo e promoveria a disseminação de produtos mais saudáveis, cujo cultivo não agride a natureza", defende o empresário da serra.

Fernando Miragaya

Fonte DCI