.........

Produtor gaúcho já recorre ao Proagro

.........

Previsão é que pedidos de indenização cresçam se não chover o suficiente

Vale do Taquari está entre as regiões mais afetadas pelo déficit hídrico<br /><b>Crédito: </b> tarsila pereira

Vale do Taquari está entre as regiões mais afetadas pelo déficit hídrico
Crédito: tarsila pereira

Com a baixa ocorrência de chuva no Estado desde novembro, toma forma concreta a preocupação de produtores de feijão e milho com o impacto na lavoura. Em 30 dias, 24 solicitações de perícia para fins de indenização por perdas ocasionadas pelo clima chegaram aos bancos. O número, incipiente, deve subir, pois, na última semana, cresceram as informações vindas do campo de agricultores que pretendem acionar o Proagro. Para ser beneficiado pelo seguro, mecanismo de proteção ao público enquadrado no Pronaf, é exigida perda superior a 30% da expectativa de produção estimada no contrato de crédito. O seguro cobre 100% do valor financiado e efetivamente aplicado, além de 65% da expectativa de renda, no limite de R$ 3,5 mil. O coordenador de Crédito Rural da Emater/RS, Cezar Ferreira, lembra que, em secas anteriores, a busca pelo Proagro se intensificou a partir da segunda quinzena de dezembro. "Começaram a pipocar casos, mas teremos quadro mais claro ao final deste mês."
As regiões mais afetadas pelo tempo seco são a Serra, onde os plantios estão suspensos, e o Vale do Taquari. De acordo com o agrônomo Dulphe Pinheiro Machado Neto, a chuva prevista para os próximos dias seria suficiente para recuperar a situação na região de Caxias do Sul, onde o plantio da safrinha de feijão começa em janeiro e os 142 mil hectares de milho estão em desenvolvimento, quando a falta de chuva não interfere. No caso de Lajeado, a maioria dos 122 mil hectares de milho está em floração, fase em que a planta precisa de água. Também pode haver problemas entre os 6 mil hectares com feijão. Ainda assim, Machado Neto está confiante. "Se chover nessas duas semanas, recuperamos as coisas."
O que fazer em caso de perda
Ao constatar que a perda é superior a 30% da expectativa de produção constante no financiamento, o produtor tem que procurar o banco no qual
contratou o crédito para encaminhar a perícia.
O banco tem três dias úteis para encaminhar a perícia privada ou da Emater, que fará um laudo preliminar em caso de perda parcial.
Até a primeira visita do perito, o produtor não pode fazer nada que comprometa a análise da área, como cortar a planta e transformar o milho em silagem. n O laudo final será feito ao final da colheita e determinará o quanto o produtor efetivamente receberá da indenização.
Fonte: Emater/RS

Fonte: Correio do Povo