Produtor deve vender produção de milho em partes, recomenda Imea

 

De acordo com os técnicos, muitos agricultores ainda não fecharam os custos para a próxima safra

milho_plantação (Foto: Editora Globo)

Bom volume de chuvas favoreceu a produtividade do milho em Mato Grosso (Foto: Editora Globo)

Diante do atual cenário do mercado, o produtor de milho de Mato Grosso deve vender o cereal em partes, de forma escalonada. A recomendação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), destacando um momento de “tensão”, especialmente em relação aos custos para o plantio da safra 2015/2016.

“A questão-chave para o produtor do estado, assim como nas últimas safras, é saber o momento certo de vender seu milho, e como o preço é uma variável de difícil previsão, ir liquidando sua produção em partes se torna uma das estratégias mais seguras”, diz a instituição, em seu relatório semanal para a cultura.

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De acordo com o Imea, os preços futuros estiveram animadores nas últimas semanas, levando produtores a realizarem algumas vendas. No entanto, com a safra sendo colhida, muitos ainda não fecharam os custos para o ciclo 2015/2016. E, com a valorização do dólar, a incerteza em relação a este aspecto aumenta.

Na avaliação do instituto, só com insumos para plantar o milho, o agricultor deve desembolsar R$ 1.271,66 por hectare. O valor é 13,44% maior que o registrado na temporada 2014/2015.

Produtividade

No relatório, o Imea avalia de forma positiva os índices de produtividade que vêm sendo registrados na safra de milho de Mato Grosso. De acordo com os técnicos, o bom volume de chuvas registrado na fase de desenvolvimento das plantas favoreceu o rendimento no campo.

O índice mais alto está na região oeste, onde a colheita chegou a 52,53% da área até o final da semana passada. As lavouras estão rendendo, em média, 125 sacas por hectare. De outro lado, em áreas com menor investimento em tecnologia, há médias em torno de 60 sacas por hectare, índice considerado “pontual”.

“O Estado tem potencial para tornar constantes essas produtividades elevadas, e não apenas "pontos fora da curva" favorecidos por eventos pontuais como ocorridos nesta safra”, avalia o Imea.

Fonte : Globo Rural