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Produção de grãos será menor na safra 2011/2012

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Estudo aponta queda de 0,1% do que o obtido em 2010/2011 quando atingiu 162,8 milhões

por Globo Rural On-line

Marcelo Curia

(Foto: Marcelo Curia/Ed. Globo)

A estimativa para a safra de grãos 2011/2012 é de 162,6 milhões de toneladas, segundo o décimo levantamento desafra divulgado nesta quinta-feira (5/7), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O estudo aponta 0,1% a menos do que o obtido na safra 2010/2011, quando atingiu 162,8 milhões de toneladas.
Os dados mostram um crescimento da produção do milhosegunda safra de 60,9% ou o equivalente a 13,08 milhões de toneladas sobre a última safra, alcançando 34,57 milhões de toneladas . No ano passado, foram colhidas 21,48 milhões de toneladas. Os resultados na produção do milho se devem às condições favoráveis da cultura nas áreas de maior produção. Já a estimativa para as safras consolidadas (primeira e segunda safras) apresenta um crescimento de 21% ou de 12,07 milhões de toneladas, alcançando 69,48 milhões de toneladas.
Em compensação, a soja retraiu (-8,9 milhões de toneladas) e o arroz também (-2,05 milhões de toneladas). As reduções se devem, principalmente, às condições climáticas não favoráveis, principalmente nas fases de desenvolvimento das culturas, quando foram mais prejudicadas as lavouras de milho e de soja, nos estados da região Sul, parte do Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul. Também pesou a estiagem nos estados nordestinos que tiveram perda em todas as culturas.
A região Nordeste, sobretudo no Semiárido, sofreu bastante com a seca que castigou a produção em geral, levando a uma queda de 21,9% em relação à safra passada, ou seja, 3,5 milhões de toneladas de produtos como milho e feijão.

Área plantada

A estimativa total de área plantada é de 50,83 milhões de hectares, com um crescimento de 1,9% ou 960,7 mil hectares a mais do que a da safra 2010/2011, quando atingiu de 49,87 milhões de hectares. A área cultivada do milho segunda safra cresceu 22,7 % ou 1,3 milhão de hectares. A soja vem em seguida, com aumento de 3,4% ou 819,5 mil hectares a mais.
Por outro lado, as culturas de arroz e feijão apresentaram redução na área. O feijão, devido a problemas na comercialização, dificuldades climáticas na região Nordeste e nos preços baixos durante o estabelecimento da primeira safra. Já o arroz, pela falta de água nos reservatórios, houve aumento no custo de produção e preços pouco atrativos.
Para a pesquisa, foram contatadas instituições direta ou indiretamente ligadas ao meio agrícola, destacando-se profissionais de cooperativas, secretarias de agricultura e órgãos oficiais e privados de assistência e extensão rural das principais zonas de produção.

Fonte: Globo Rural