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Produção agroecológica leva alimento do campo para as escolas

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Alimentos limpos, cultivados de forma agroecológica, sem o uso de agrotóxico, da zona rural direto para o prato de alunos da educação básica pública. Esse é o objetivo da agricultora familiar Ana Maria Almeida, de 57 anos, que comercializa pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), desde 2010. O Programa, executado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), é uma alternativa de mercado para os agricultores familiares e ainda garante comida de qualidade para os estudantes de diversas partes do país.

Do município de Paracambi, no Rio de Janeiro, Ana Maria, que é filha de agricultor familiar, está envolvida com produção agroecológica desde pequena. Ela conta que aprendeu com o pai a importância de priorizar produtos naturais na hora de cultivar alimentos. A preocupação com a qualidade dos produtos aumentou ainda mais depois que a agricultora passou a vender pelo Pnae. “Eu sempre fui por essa linha da produção agroecológica. Acredito que as pessoas merecem uma comida de qualidade, a mesma que eu quero dar para minha família. Quero fornecer esses produtos, principalmente, para as crianças”, conta.

Ana Maria afirma que tem consciência de que seus produtos alimentam crianças nas escolas e que a forma como os alimentos são produzidos é de extrema importância. A agricultora destaca que o objetivo agora é transformar a produção em 100% orgânica. “Eu ainda não sou totalmente orgânica, mas eu quero muito ter o prazer de oferecer esse diferencial”.

As bananas, laranjas e batatas-doces, que são vendidas para o Pnae, segundo Ana Maria, são de qualidade, mas a preocupação também vai além do alimento. “De alguma forma estamos contribuindo também para o meio ambiente. Quero preservar a natureza, a saúde do ser humano e os recursos naturais para continuar produzindo”, assegura.

Pnae

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) prevê a compra de, pelo menos, 30% dos alimentos da agricultura familiar para serem servidos nas escolas da rede pública de ensino. A iniciativa é uma forma de garantir alimentos frescos e de qualidade na alimentação escolar, além de gerar renda para os agricultores familiares. O Programa beneficia os produtores e valoriza os produtos regionais, garantindo mais sustentabilidade via circuitos curtos de comercialização.

Incentivo à produção orgânica e agroecológicas

Para incentivar práticas sustentáveis na produção de alimentos, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar (Sead), por meio do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020, trouxe taxas de juros de 2,5% a.a para financiamentos de produtos orgânicos e de origem agroecológica no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com juros diferenciados, a Sead busca incentivar a produção de alimentos livres de agrotóxicos, atendendo uma demanda da sociedade e, ao mesmo tempo, contribuindo para a qualidade de vida do trabalhador e do meio ambiente.

Juliana Andrade 
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Rômulo Serpa / Ascom Sead

Fonte : MDA