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Procura por crédito do Programa ABC cresce

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Até o final de novembro foram liberados R$ 178,1 milhões, valor 55,5% superior ao registrado no mesmo período em 2010

por Globo Rural On-line

Ernesto de Souza

Neste ano-safra, dos R$ 20,5 bilhões disponíveis para crédito, foram utilizados R$ 6,5 bilhões

Segundo o levantamento realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi registrada na safra 2011/2012 alta de mais de 12% nas movimentações financeiras relativas aos programas de investimento, que incluem Agricultura de Baixo Carbono (ABC), Moderagro, Moderinfra, Moderfrota,Prodecoop e Procap-Agro.

Dos R$ 20,5 bilhões previstos, foram utilizados R$ 6,5 bilhões. Somente o volume captado para o Programa ABC cresceu 55,5%, informou o Mapa. Até o final de novembro, foram liberados R$ 178,1 milhões. Nos cinco primeiros meses do ano-safra anterior foram R$ 114,5 milhões em créditos.

Em relação ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), de julho a novembro de 2011, os agricultores acessaram R$ 2,251 bilhões para as modalidades custeio e comercialização. O montante representa 7,1% a mais que no mesmo período de 2010. Do volume R$ 1,1 bilhão do crédito disponível na linha de investimentos, foram tomados R$ 868,4 milhões, quase 79% a mais que o volume dos cinco meses correspondentes do Plano Agrícola 2010/2011.

No conjunto de todos os programas, apenas o Moderfrota registra níveis mínimos de aplicação. A baixa procura pode ser atribuída ao amparo do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferece condições de juros (6,5% ao ano) e prazos para pagamento (até 10 anos) mais atrativos ao produtor. As contratações no âmbito do PSI estão autorizadas até dezembro de 2012. O total movimentado de julho a novembro passou de R$ 2,572 milhões para R$ 2,655 milhões, com alta de 3,2%.

O Secretário de Política Agrícola do Mapa, Caio Rocha, reforça que, mesmo diante do recuo no crédito global, o financiamento ao setor agropecuário segue firme, evidenciando as boas expectativas em relação ao segmento. “Nos próximos meses os esforços têm que ser direcionados no sentido de assegurar recursos suficientes para o financiamento da segunda safra de milho, da safra de inverno e da comercialização de produtos da safra de verão, que começa a ser colhida no mês de janeiro”, disse. 

Fonte: Globo Rural