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Prioridade para a pesquisa | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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Corrigidas as distorções iniciais, que discriminavam os servidores atuais e beneficiavam cargos de confiança, o projeto de lei do novo plano de carreira para o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) deve ser aprovado sem resistências pela Assembleia. O Irga tem uma longa história de contribuições para o desenvolvimento da orizicultura no Estado. Foi responsável, entre outras conquistas, pelo espetacular crescimento da produtividade da lavoura arrozeira gaúcha nas últimas décadas, juntamente com outras instituições de pesquisa.
Mas o quadro de funcionários do órgão envelheceu, muitos técnicos estão inativos, não houve novos concursos para renovação do time, e a pesquisa perdeu fôlego. Em um momento em que o arroz enfrenta uma prolongada crise de mercado, sendo negociado boa parte do ano a preços inferiores aos do custo de produção, o investimento em pesquisa para reduzir despesas e aumentar a produtividade é uma questão da sobrevivência para os produtores.
O que se espera é que a abertura de 288 vagas contemple, principalmente, a contratação de técnicos e pesquisadores – a linha de frente do Irga. Um órgão tão importante para a profissionalização da orizicultura gaúcha não pode se transformar em um aparelho para acomodar apadrinhados políticos.

Fonte:  ZH | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho