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Prejuízo da Dedini aumentou no ano passado

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Prejudicada pelos baixos investimentos no segmento sucroalcooleiro, a Dedini Indústria de Base, uma das principais fabricantes de equipamentos para usinas de cana do país, voltou a ter resultados negativos em 2013. A companhia, com sede em Piracicaba, publicou apenas ontem, no Diário Oficial Empresarial de São Paulo, seu balanço do ano passado. O prejuízo líquido atribuível aos controladores alcançou R$ 177,2 milhões, ante perda de R$ 113,9 milhões registrada em 2014.

As dificuldades da companhia, que já se arrastam há anos, estão diretamente ligadas à queda dos aportes industriais das usinas, cujas encomendas respondem por 60% de seu faturamento, mas também por retrações em outros setores, como o de bebidas. No auge dos investimentos em etanol no país, em 2008, a Dedini chegou a faturar R$ 2,2 bilhões, mas esse valor caiu para R$ 385 milhões no ano passado.

Em 2013, o custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados pela Dedini chegou a R$ 406 milhões, ante R$ 411 milhões em 2012, e foi superior à receita líquida – que caiu 9,13% na comparação, para R$ 385,7 milhões. Já o resultado antes de impostos e juros foi negativo em R$ 92,9 milhões, ante os R$ 64,4 milhões também negativos de 2012.

O maior passivo da companhia é tributário. No fim de 2013, a empresa tinha R$ 535 milhões em impostos e contribuições a recolher em até 12 meses, ante R$ 407 milhões um ano antes. A dívida bancária de curto prazo em 31 de dezembro era de R$ 120,8 milhões, mais que o dobro que no fim de 2012 (R$ 58,2 milhões).

Com os resultados negativos de 2013, os prejuízos acumulados pela Dedini em sua história atingiram R$ 499,7 milhões. Com isso, o patrimônio líquido atribuível aos controladores passou do campo positivo (R$ 16,6 milhões em 31 de dezembro de 2012) para o negativo (R$ 160 milhões no fim do ano passado).

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo