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PRAZO PARA PRODUTORES RENEGOCIAREM DÍVIDAS COM O BANCO DO BRASIL SEGUE ATÉ QUINTA-FEIRA

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Fonte:  Ruralbr | Cristiane Viegas | Porto Alegre (RS)

Valor de 10% de entrada deve ser quitado até o prazo estipulado para haja a negociação

Produtores de todo o Brasil têm prazo até esta quinta, dia 29, para renegociarem dívidas vencidas até 30 de junho do ano passado. Essa é a segunda oportunidade que o Banco do Brasil está dando aos agricultores para que coloquem em dia os débitos com a instituição.

O primeiro prazo dado pelo banco foi de fevereiro a abril desse ano. Depois disso houve uma nova prorrogação que encerra agora no final de setembro. Quem procurar as agências até esta quinta terá condições especiais com reajustes de acordo com o índice de correção da poupança. No entanto, é necessário que os produtores depositem os 10% de entrada que são exigidos, explica o superintendente Estadual do Banco do Brasil, José Carlos Reis da Silva.
– O banco atualizou as dívidas desde o vencimento original da operação por encargo de IRP, mais 1% e a partir daí vem renegociando em até dez anos com IRP, mais 0,5 %. Então as condições são amplamente favoráveis – apontou o Silva.
As dívidas também terão um alongamento do prazo máximo de pagamento para até dez anos. No entanto, nesses termos, 40% da dívida deve ser quitada em até cinco anos, e em dia. O superintendente recomenda que o cliente procure a agência que ele tem contato atualmente.
Até agora, em todo o país, mais de 16 mil produtores procuraram a instituição para renegociar as dívidas, movimentado mais de R$ 1 bilhão. Apesar do prazo para procurar uma agência terminar na quinta, no Rio Grande do Sul entidades de classe vão tentar uma nova prorrogação. Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul/RS), Carlos Sperotto, a negociação é importante porque o produtor que não conseguir subsídios para plantar terá mais dificuldade de pagar a dívida.
– O fluxo de adesão é muito simples e nós estaremos junto ao banco buscando um alongamento desse processo. Manter o estado de adimplência é fundamental, tanto para o produtor renegociar no todo o seu compromisso, como também para nós termos a oportunidade de utilizar novos financiamentos para cumprir o calendário agrícola – explicou Sperotto.
Os especialistas avaliam como boas as condições oferecidas pelo Banco do Brasil, porém o prazo é considerado pequeno, apesar da possibilidade de ser estendido. Segundo o advogado Ricardo Alfonsin, a dificuldade do produtor é conseguir os 10% da dívida até a data estipulada.
– As entidades de classe tem tentado uma nova prorrogação. O produtor tem muito pouco tempo, o banco afirma que se for depositado os 10% até quinta, pode-se continuar o processo de negociação. A greve dos bancários é outro fator que prejudica o processo. Talvez o banco faça a negociação em mais uns dias em função desse problema – disse o advogado.

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