Pragas são fichadas por grau de periculosidade

 

Agroquímicos que estiverem direcionados para o combate dessas pragas terão prioridade na fila de registro

O Ministério da Agricultura definiu nesta segunda-feira, 24, as pragas de maior risco sanitário e fitossanitário para as principais culturas do País. Essa definição faz parte do processo de desburocratização dos processos de registro de produtos e tecnologias de controle.

Os produtos que estiverem direcionados para o combate dessas pragas terão prioridade na fila de registro. Para as empresas que já têm protocolado registro de produtos que atendam a lista publicada hoje no Diário Oficial, o prazo é de cinco dias úteis, a partir desta segunda-feira, para apresentar uma lista contendo número do processo de registro, marca comercial, ingredientes ativos e indicação do alvo a ser controlado.

Estão listadas como pragas de maior risco e que por isso têm prioridade a Ferrugem da Soja (Phakopsora pachyrhizie); o Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum), que ataca soja, feijão e algodão; Helicoverpa armigera; Mosca Branca (Bemisia tabaci), que ataca feijão, tomate, melão e soja; Nematoides (Meloidogyne javanica, Meloidogyne incógnita, Heterodera glycines e Pratylenchus brachyurus), que ataca soja; Broca do Café (Hypothenemus hampei); ervas daninhas resistentes (Conyza bonariensis e Digitaria insularis), que afetam soja, algodão e feijão; e Bicudo do algodoeiro (Antonomus grandis).

A pasta também classificou como prioridade as indicações de registro para suporte fitossanitário para o grupo das frutas com casca não comestível. As empresas que tiverem produtos para essas pragas têm de enviar o pedido de prioridade para dsv@agricultura.gov.br. O Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) fará a consolidação dos pedidos e enviará a lista fechada para o Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), área que fará a avaliação e enquadramento nos critérios de prioridade listados. O andamento dos registros referentes às prioridades citadas será monitorado pelos dois departamentos a cada três meses.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : BDO